Aeronave despeja água em foco de queimada no Amazonas (Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Prevfogo/Ibama)
Manaus (AM) — A operação de combate às queimadas coordenada pelo governo federal ajudou a extinguir 338 incêndios florestais no Amazonas desde o início das ações. O balanço foi divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima na noite de quarta-feira (21).
A força-tarefa reúne brigadistas, militares, aeronaves e equipamentos utilizados principalmente no combate a incêndios em áreas de difícil acesso. Apesar da permanência de focos de fogo em diferentes regiões do estado, os registros de calor apresentaram redução na última semana.
Desde o dia 10 de outubro, as aeronaves utilizadas na operação contabilizaram 422,4 horas de voo e fizeram 387 lançamentos de água. Ao todo, foram despejados aproximadamente 1,17 milhão de litros de água sobre áreas atingidas pelas chamas.
Operação conta com 17 aeronaves
A estrutura federal empregada no Amazonas conta atualmente com 17 aeronaves, sendo seis aviões Air Tractor, dois aviões KC-390, oito helicópteros e uma aeronave Caravan.
A operação também dispõe de nove embarcações e 66 veículos, utilizados para transportar equipes, equipamentos e auxiliar diretamente no combate aos incêndios.
Os dois aviões KC-390 empregados na ação podem lançar entre 12 mil e 19 mil litros de água em aproximadamente sete segundos. Uma das aeronaves utiliza o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS).
A força-tarefa conta ainda com 474 brigadistas do Ibama e do ICMBio, além de 54 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e 41 integrantes da Força Nacional. O governo federal também custeia as diárias de 116 bombeiros do Amazonas.
Focos de calor apresentam queda
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, apontam que o Amazonas registrou 363 focos de calor entre 13 e 19 de outubro.
O número representa uma redução de 641 focos em relação à semana anterior. No período, Itacoatiara registrou o maior número de ocorrências, com 44 focos. Na sequência aparecem Lábrea, com 37, e Guajará, com 26.
Na segunda-feira (19), havia 17 eventos de fogo ativos distribuídos por nove municípios amazonenses que estão em situação de emergência.
Governo amplia ações no estado
No último domingo (18), o governo federal anunciou, em Manaus, novas medidas para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas.
Entre as iniciativas está a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital, responsável por coordenar as operações militares.
Também foi instalada uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), inaugurada na terça-feira (20), para ampliar o atendimento à população afetada pela fumaça.
O governo federal também anunciou o aumento do apoio financeiro ao estado e aos municípios, além do reforço das ações de segurança para investigar possíveis crimes relacionados às queimadas.
Na sexta-feira (16), foi autorizado um repasse de R$ 14,3 milhões ao Amazonas para ações de resposta aos desastres provocados pelos incêndios. Segundo o governo federal, o recurso será transferido em parcela única.
Uso do fogo permanece proibido
Durante a vigência do decreto estadual de emergência, o uso do fogo está proibido no Amazonas, independentemente da finalidade. A legislação prevê restrições para o uso do fogo na vegetação devido aos riscos de incêndios, destruição de áreas naturais, degradação do solo e poluição atmosférica.
O Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) estabelece restrições ao uso do fogo na vegetação, enquanto a Lei nº 14.944/2024, que instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, estabelece regras para situações de uso controlado e autorizado.
Chuva melhora qualidade do ar em Manaus
Após cerca de 14 dias consecutivos de fumaça, as chuvas registradas entre a noite de quarta-feira (21) e a manhã desta quinta-feira (22) contribuíram para melhorar a qualidade do ar em Manaus.
Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), às 7h desta quinta-feira, 14 dos 15 sensores instalados na capital registravam qualidade do ar considerada boa.
A exceção era o bairro Coroado, na Zona Leste, onde a classificação permanecia moderada.
No interior do Amazonas, os índices de qualidade do ar variavam entre bons, moderados, ruins e muito ruins, de acordo com os dados de monitoramento.

Operação do Governo Federal já extinguiu 338 incêndios e mobiliza 17 aeronaves (Foto: Fernando Donasci/MMA)
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