(Foto: Carlos Oliveira/Semcom)
Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, Renato Junior, pediu que o combate às queimadas no Amazonas não seja utilizado para disputas políticas e defendeu que as autoridades concentrem esforços na resolução da crise ambiental que mantém a capital coberta de fumaça. A declaração foi feita neste domingo (18), após reunião com ministros enviados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alinhar medidas de enfrentamento aos incêndios no estado.
“Esse é o momento em que eu peço que não politizem. É um momento de necessidade extrema do povo de Manaus, que é vítima, nesse momento, da fumaça”, afirmou o prefeito.

(Foto: Carlos Oliveira/Semcom)
Durante a agenda, realizada após a chegada da comitiva federal ao aeroporto Ponta Pelada, Renato Junior destacou que Manaus sofre os efeitos dos incêndios registrados em municípios do interior do Amazonas e em outros estados. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pelo prefeito, a capital concentra 0,6% dos focos de incêndio, embora milhões de moradores convivam com a piora da qualidade do ar.
“Manaus não está em chamas. Manaus sofre os efeitos dos incêndios em municípios do interior e de outros Estados. Manaus é vítima da fumaça”, declarou.

(Foto: Divulgação/Assessoria)
Frota aérea será ampliada
Entre as medidas anunciadas pelo governo federal está a ampliação de seis para 16 aeronaves destinadas às operações de combate às queimadas. A estrutura deve reforçar o atendimento às áreas atingidas pelo fogo, enquanto a capital enfrenta os efeitos da fumaça.
A comitiva foi formada pelos ministros José Múcio Monteiro, da Defesa; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

(Foto: Carlos Oliveira/Semcom)
Renato Junior agradeceu ao senador Eduardo Braga pela articulação junto ao governo federal e afirmou que a Prefeitura de Manaus mantém equipes mobilizadas para colaborar com as ações de enfrentamento à emergência.
“Se atingirem a causa, que é o incêndio, o efeito, que é a fumaça, também vai se dissipar”, disse o prefeito.
Governo anuncia recursos e reforço nas operações
Além da ampliação da frota aérea, o governo federal anunciou o envio de equipamentos para lançamento de água sobre os focos de incêndio, a instalação de uma estrutura de coordenação das Forças Armadas em Manaus e o reforço das ações de investigação de possíveis crimes ambientais.
Segundo o senador Eduardo Braga, quase 70 unidades de caixas d’água destinadas às operações já começaram a chegar à capital. Cada lançamento realizado por uma aeronave cargueira KC-390 pode equivaler a 12 mil litros de água, conforme informações apresentadas pelo senador.
Na área financeira, o ministro Waldez Góes informou que o governo federal já liberou R$ 14 milhões para o Amazonas, após o reconhecimento da situação de emergência. Outros projetos, destinados ao estado e às prefeituras, que somam cerca de R$ 100 milhões, permanecem em análise.
A área da saúde também deve receber reforço, com a instalação de uma base descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus para acompanhar os impactos da fumaça e avaliar a necessidade de ampliar o atendimento à população.
A Prefeitura de Manaus informou que continuará atuando em conjunto com os governos estadual e federal e com as forças de segurança. Para Renato Junior, a prioridade deve ser combater os incêndios na origem e reduzir os efeitos da fumaça sobre os moradores da capital.

(Foto: Carlos Oliveira/Semcom)
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