Manaus, 5 de agosto de 2026
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Manaus, 5 de agosto de 2026

Cidades

Rodoviários ameaçam paralisar 70% da frota em Manaus por atraso no pagamento

Presidente do sindicato afirma que apenas 30% da frota deve circular nesta quinta-feira (6) caso salários e cesta básica não sejam pagos.

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(Foto: Dhyeizo Lemos/Semcom)

Manaus (AM) – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira Silva, afirmou nesta quarta-feira (5) que a categoria vai paralisar 70% das atividades nesta quinta-feira (6) caso não haja confirmação do pagamento dos salários e da cesta básica dos trabalhadores. Segundo ele, apenas 30% da frota deverá circular para minimizar os impactos à população.

“Até o exato momento, não temos confirmação do pagamento da categoria. Mas ela já trabalhou, ela já fez a parte dela, mas eles têm que receber”, declarou.

Givancir afirmou que o sindicato comunicou a possibilidade de paralisação com 10 dias de antecedência e disse que a medida será mantida caso os pagamentos não sejam efetuados até o quinto dia útil.

“Se eu não tiver confirmação, amanhã só vai rodar 30% da frota em respeito da população. A vontade era parar 100%, mas tem um povo que não merece passar por isso”, afirmou.

Segundo o presidente, os trabalhadores aguardam o pagamento do salário mensal e da cesta básica, no valor de R$ 1.300. Ele classificou a situação como uma “humilhação” para os rodoviários e disse que a mobilização deve contar com a adesão de toda a categoria, incluindo profissionais da manutenção, do setor administrativo e do RH.

Ao ser questionado sobre o impasse entre empresários, Prefeitura de Manaus e Governo do Estado, Givancir evitou atribuir responsabilidades.

“Eles que se entendam. Eu não quero saber de quem é a culpa. Eu quero que eles garantam o pagamento da categoria. Pagou, trabalha”, disse.

O dirigente também afirmou que o sindicato não tem acesso às contas das empresas e, por isso, não pode confirmar as alegações sobre a falta de recursos. Ao encerrar a coletiva, reiterou que a paralisação será mantida caso não haja pagamento. “Foi informado com 10 dias de antecedência. Se eles não resolveram, então vamos aumentar as consequências. A categoria vai cruzar os braços”, afirmou o presidente.

 

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