Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Rodoviários param, mas quem sofre é o povo: Manaus refém da greve

População denuncia abandono e falta de alternativas em mais um dia de caos no transporte.

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(Foto: Celso Maia/Portal AM1)

Manaus (AM) – A cidade de Manaus enfrenta, pelo segundo dia consecutivo, uma paralisação do transporte coletivo. A greve dos motoristas e cobradores tem causado transtornos e indignação entre os usuários ouvidos pelo Portal AM1 nesta sexta-feira (12). Eles denunciam a falta de aviso prévio e a ausência de ônibus nas ruas.

O pastor Sebastião Belfort, morador da Cachoeirinha, relatou a dificuldade que enfrentou para se deslocar a pé devido à falta de transporte. Ele também criticou a falta de comunicação sobre a greve.

“Vim da Cachoeirinha até aqui a pé, e agora para voltar para casa está complicado. A greve pode até ser justa, mas não foi avisada. Ninguém comunicou nada, não vi em lugar nenhum. Além disso, não tem nem 30% da frota funcionando. Isso prejudica a população, que depende dos ônibus para tudo”, afirmou.

A auxiliar de cozinha Ana Holanda também lamentou a situação, visivelmente abalada.

“Não está sendo fácil. Estamos com fome, com sede. É um sofrimento grande. Precisamos do transporte coletivo, e o que está acontecendo é revoltante”, desabafou.

A dona de casa Maria da Conceição também manifestou seu descontentamento:

“Não é justo o que estão fazendo com a gente. É muito triste. A gente não tem nem a quem recorrer, e cada dia a situação só piora.”

Maria do Socorro, funcionária de serviços gerais, contou que foi ao hospital visitar a irmã e está com dificuldades para retornar:

“Fui ao hospital buscar roupas para minha irmã, e agora não consigo voltar para casa nem retornar ao hospital. Está muito difícil”, reclamou.

Já a vendedora Edinelza Marques classificou a situação como “precária”:

“Olha só a situação que estamos vivendo. É um verdadeiro descaso com a população amazonense”, declarou.

A greve

A greve iniciou na quinta-feira (11/09). Nesta sexta-feira começou logo nas primeiras horas da manhã, por volta das 9h, quando a circulação foi interrompida. Motoristas e cobradores se dirigiram ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Rua Ferreira Pena, Centro da capital, onde acontece uma audiência na 13ª Vara do Trabalho.

A paralisação ocorreu devido ao novo atraso de pagamento dos salários dos trabalhadores do transporte, que deveria ter sido depositado até o quinto dia útil do mês, ou seja, na última segunda-feira (8). Apesar das reivindicações da categoria, a população ouvida pelo Portal AM1 cobrou mais respeito e organização por parte dos sindicatos e empresas responsáveis. Enquanto isso, a população segue enfrentando dificuldades para se locomover, sem previsão de normalização dos serviços.

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