(Foto: Divulgação Vinícius Lima/ Assessoria União Brasil)
Manaus (AM) – A nova federação partidária União Progressista (UP) unificada em agosto, já tem provocado grandes mudanças no cenário político brasileiro. Em Manaus, além de se consolidar como a maior bancada nos parlamentos, a federação também deve aumentar a oposição contra o presidente Lula nas eleições de 2026.
Nessa semana, o União Progressista oficializou o rompimento de alianças com o Governo Federal e determinou que todos os seus filiados deixassem qualquer cargo ocupado no Governo Federal.
A medida atingiu desde servidores efetivos até ministros de Estado e expôs o racha definitivo entre a federação e o governo do presidente Lula.
No Amazonas, o efeito do racha deve começar a dar sinais nos próximos meses e nos bastidores para as eleições de 2026, quando os filiados começarem a propagar seus discursos visando as eleições do próximo ano, o principal político que deve adotar essa postura é o governador do Amazonas, Wilson Lima, foi o que explicou o analista político Afrânio Soares.
“Eu acredito que esse racha vai atrapalhar qualquer articulação entre o governo estadual e o governo federal, não por intenção do governador Wilson Lima em se aproximar, mas do Antônio Rueda, que é o presidente da Federação, que realmente rompeu com Lula, os dois trocaram farpas. Isso pode gerar uma efetiva oposição e afastar o governo federal do governo estadual, eles já não estão muito próximos também, porque o governador Wilson Lima aderiu ao bolsonarismo”, analisou.
Base bolsonarista em harmonia?
Mesmo com um possível aumento na oposição de Lula e a defesa de Bolsonaro, os principais partidos, União Progressistas e Partido Liberal, podem não viver em harmonia nos próximos meses.
“Quanto o União Progressista e o PL conviverem em uma harmonia plena, por alguns momentos isso pode acontecer, mas não acredito que vá acontecer o tempo todo. Sempre vai ter alguma questão que vai provocar algum tipo de atrito. Não imagino que vá haver simplesmente uma coesão de todo mundo votar contra o governo, até porque todo mundo precisa do governo federal também”, declarou Afrânio.
Eleitorado ainda indefinido
Historicamente, o eleitorado do Amazonas se divide entre eleger candidatos petistas no interior, enquanto a capital prioriza candidatos bolsonaristas. Agora, o cenário deve mudar e segundo análise do cientista político Helso Ribeiro há possibilidade do movimento pró-Bolsonaro não liderar votos na capital.
“Nas duas últimas eleições houve uma lavada de votos para o PT tanto para o Haddad quanto para o Lula no interior. Aqui na capital ficou 60% para o Bolsonaro 30, quase 40% para o PT, ou seja, há uma prevalência para o Bolsonaro, mas o Lula teve votos aqui também e bastante né. Acredito que não importa qual candidato que venha pelo PL não sei se ele vai ter essa avalanche de votos que teve aqui na capital. O ‘tarifaço’ não pegou bem, porque parece que tem lá o dedo do Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Então, eu diria que o espaço político está aberto e talvez até a novas frentes”, analisou.
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