Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Rozenha pede desagravo do Itamaraty após fala do presidente da Colômbia: “foi no mínimo um incidente diplomático”

Deputado sugeriu nota oficial de repúdio e ligou declaração à gravidade do combate ao narcotráfico na Amazônia.

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(Foto: Divulgação/Assessoria)

Manaus (AM) – O deputado estadual Rozenha (PMB) afirmou que a declaração do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, configura “no mínimo um incidente diplomático”. A declaração ocorreu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Manaus, nesta terça-feira (09), por ocasião da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). O presidente da Colômbia defendeu a legalização da cocaína como forma de proteger a região. Segundo ele, “se a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria a destruição da selva amazônica”.

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Rozenha defendeu que o Itamaraty emita uma nota fazendo um desagravo ao povo brasileiro. Rozenha afirmou ainda que a fala foi “equivocada” especialmente por ter ocorrido durante a inauguração de um órgão de controle do tráfico internacional de drogas no Brasil. Ele lembrou a escalada das apreensões e a violência nas rotas fluviais: “Antigamente você via a apreensão de 10 ou 20 quilos… Hoje as apreensões são toneladas. Os traficantes usam os rios Negro e Solimões com lanchas blindadas, com armas .50, com gente fortemente armada.”

Além da crítica diplomática, Rozenha fez duras observações sobre medidas econômicas recentes: classificou como “erro estratégico” a privatização de hidrovias no Madeira, Tocantins e Tapajós e criticou a cobrança prevista no Rio Madeira. “Você taxar embarcações para transitarem numa via importante para o Amazonas é aumentar o custo de vida dos amazonenses. E, acima de tudo, isso fere o nosso direito de ir e vir”, afirmou, advertindo que a iniciativa pode comprometer a economia local quando tomada sem diálogo com a classe política e empresarial do estado.

O deputado encerrou reafirmando a gravidade do cenário na Amazônia e pedindo maior sensibilidade e ação coordenada das autoridades: “Não dá pra aceitar uma fala tão equivoca num estado que luta bravamente para combater o narcotráfico e que tem nos seus rios uma estrada aberta para o transporte internacional de entorpecentes.”

(*) Com informações da Assessoria. 

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