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Saiba qual curta amazonense concorre ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

O prêmio é considerado o mais importante na indústria cinematográfica do Brasil, e já teve filmes vencedores como Cidade de Deus e Bacurau
• Publicado em 08 de maio de 2021 – 10:00
Foto: Reprodução

MANAUS, AM – Os amazonenses podem comemorar, pois o curta-metragem ‘Manaus Hot City’  é um dos candidatos ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O filme dirigido por Rafael Ramos, 34, concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem. O prêmio é considerado o mais importante na indústria cinematográfica do Brasil, e já teve filmes vencedores como Cidade de Deus e Bacurau.

Em entrevista ao Portal AM1, o diretor do curta contou como ocorreu o processo criativo e um pouco dos bastidores de filmagem. Segundo ele, Manaus Hot City durou em torno de oito meses para ser criado. Os meses foram divididos entre pré-produção, gravação e a pós-produção. O filme tem duração de 15 minutos e é estrelado por Maria do Rio, Franklin Kitzinger e Vanessa Moraes.

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Ele explica que para realizar a produção do curta fez uma campanha on-line para arrecadar dinheiro. “Conseguimos R$ 1 mil, e contamos com apoio de equipamentos de produtoras como Eparrêi Filmes e Artrupe”, comentou.

Mesmo com poucos recursos e uma equipe pequena, o Manaus Hot City conseguiu se destacar nos festivais do Brasil. O diretor conta que o curta já recebeu outros prêmios ao decorrer de 2020. A obra amazonense conquistou o prêmio do Canal Brasil de Melhor Curta, no Festival Cine de Pernambuco. Além disso, o filme também participou da retrospectiva do Cinema Brasileiro 2020.

Rafael conta que queria produzir um filme que retratasse a cultura manauara. “Queria fazer um filme que tratasse de Manaus, do calor, da comida, do rio, dos relacionamentos. Enfim, um filme que fosse um olhar meu sobre como vejo e sinto a cidade e as pessoas. A princípio, era essa ideia do roteiro, que foi tomando forma no momento em que foi se formando a equipe do filme e cada um foi trazendo também suas ideias”, disse.

Foto: Reprodução

Para o diretor, ter um curta amazonense disputando um prêmio nacional fortalece a produção artística local. Além disso, ele acredita que isso desperta o interesse no público sobre os trabalhos que são realizados na cidade. “Tem muita gente fazendo coisa bonita em Manaus, filmes potentes!”, destacou.

Indicação ao prêmio

O diretor de Manaus Hot City afirmou que ficou surpreso ao receber a indicação. “Diferente dos festivais de cinema que você inscreve o filme e fica naquela expectativa de ser selecionado, nesse foi bem inesperado”, contou. Ele comenta que soube da indicação por meio de um e-mail recebido pela Academia Brasileira de Cinema. A mensagem dizia que a produção havia sido indicada ao grande prêmio.

Ele ainda acredita que a indicação é uma forma de motivar outras produções amazonenses. “Se tratando de uma produção que teve poucos recursos financeiros e chega agora a ser indicada a melhor curta do ano, acho que motiva de alguma forma quem tá começando”, disse.

Apesar do prêmio ainda não ter data para ocorrer, Rafael e o elenco de Manaus Hot City torcem para conquistar o troféu. “Façam filmes que só poderiam ser feitos em Manaus”, finalizou.

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