Segundo Sassá, a federação já enfrentava dificuldades desde a última eleição. Ele citou o desempenho do vereador Zé Ricardo da Câmara Municipal, que em 2018 obteve cerca de 198 mil votos, mas caiu para aproximadamente 88 mil votos em 2022, mesmo contando, segundo ele, com a estrutura e as emendas parlamentares do mandato, dizendo que caiu mais de 100 mil votos.
Sassá explicou que havia expectativa de formar uma chapa competitiva para deputado federal com nomes como Zé Ricardo, Marcelo Ramos, Carlos Almeida, além dele próprio e outras lideranças. No entanto, o cenário mudou. Marcelo Ramos, conforme Sassá, deve disputar o Senado; Carlos Almeida não pretende concorrer a federal; outros nomes também ficaram fora da disputa.
“Essa chapa está toda desmanchada. O Zé vai ficar sozinho?”, questionou.
Diante desse quadro, Sassá defendeu que a federação concentre esforços na eleição de deputados estaduais. Para ele, o PT tem condições reais de eleger de três a quatro parlamentares na Assembleia Legislativa, caso monte uma chapa forte, com nomes como Sinésio Campos, Zé Ricardo, além de outras lideranças com potencial de votação intermediária.
“O grande problema hoje é que muitas pessoas que falam nos meios de comunicação têm medo de dizer a verdade. Eu não. Eu falo a verdade, doa a quem doer. Eu vou ser o Sassá verdadeiro. Para deputado federal, a federação não faz nem metade de uma vaga; já para estadual, é possível eleger três ou quatro, se montar uma chapa boa”, afirmou.
O secretário destacou que campanhas para deputado federal exigem forte estrutura financeira.
“A máquina é pesada. Não adianta dizer que é candidato a federal para tirar oito, nove mil votos”, disse, ao afirmar que, no momento, a federação “felizmente” não elege nenhum federal no Amazonas.
Sobre o próprio futuro político, Sassá disse que avalia diferentes possibilidades: pode integrar uma chapa majoritária como suplente, disputar vaga na Assembleia Legislativa ou apenas colocar o nome à disposição do partido. Ele confirmou que pretende se desincompatibilizar do cargo na Prefeitura.
“Vou pedir exoneração da Secretaria e ficar à disposição do partido”, concluiu.
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