Manaus, 27 de julho de 2026
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Cenário

‘Se ele tivesse o mínimo de decência, falaria a verdade’, dispara Alfaia sobre presidente da CMM

Segundo Alfaia, o presidente da Câmara rompeu o entendimento prévio de não abrir investigações antes do pleito, para evitar influenciar o processo eleitoral.

(Foto: Lucas Costa/ Portal AM1)

Manaus (AM) — O clima esquentou na sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus nesta quarta-feira (18). O presidente da Casa legislativa, vereador Caio André (União Brasil), anunciou a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez, para investigar a terceirização.

O vereador Eduardo Alfaia (Avante) criticou a decisão e lembrou que havia um acordo entre os líderes partidários para que nenhuma CPI fosse instaurada antes das eleições municipais.

Segundo Alfaia, o presidente da Câmara rompeu o entendimento prévio de não abrir investigações antes do pleito a fim de evitar influenciar o processo eleitoral.

“Se o nobre colega, Caio André, tivesse o mínimo de decência, falaria a verdade. Ontem, ele decidiu, de forma repentina, que os líderes indicassem os membros para compor a CPI. Havia um acordo. Sabíamos que estávamos próximos do período eleitoral”, defendeu Alfaia.

Acusações de interferência política

Alfaia ainda insinuou que a decisão de Caio André estaria sendo influenciada por figuras políticas de destaque como o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Roberto Cidade (União Brasil).

O vereador acusou o presidente da Câmara de tentar prejudicar a imagem do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), para beneficiar o deputado Roberto Cidade nas eleições.

“Caio André recebe comando do padrinho dele, Wilson Lima, para agir dessa forma”, disparou.

 Nova CPI em vista

Em resposta à instauração da CPI da terceirização, Alfaia anunciou que também está articulando uma nova CPI, dessa vez, para investigar os gastos da Câmara Municipal com comunicação.

Segundo o parlamentar, a gestão de Caio André teria gastado R$ 15 milhões a mais em comparação com administrações anteriores. Alfaia afirmou já ter o apoio de 15 vereadores, excedendo o mínimo necessário de 14 assinaturas para instaurar a CPI, mas se recusou a divulgar os nomes dos colegas que estão lhe apoiando.

Com as eleições municipais se aproximando, as disputas políticas dentro da Câmara Municipal de Manaus ganham ainda mais relevância. A instauração de novas CPIs nesse período pode influenciar o clima eleitoral, à medida que vereadores e partidos buscam consolidar suas posições diante do eleitorado.

A equipe do Portal AM1, que acompanhava a sessão na Casa Legislativa, tentou falar com o presidente da CMM, Caio André, sobre as falas de Alfaia, mas o parlamentar deixou o local sem se pronunciar.

 

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