Manaus, 6 de outubro de 2026
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Manaus, 6 de outubro de 2026

Cenário

Se eleito governador, Omar deixará vaga no Senado ao PT

Primeira suplente de Omar em 2022, Cheila Moreira pode assumir a cadeira caso o senador seja eleito governador.

(Foto: Reprodução/ Redes Socais)

Manaus (AM) – Uma eventual vitória de Omar Aziz (PSD) no segundo turno para o Governo do Amazonas pode produzir um efeito direto no Senado: a saída do senador abriria espaço para o PT assumir uma cadeira na bancada amazonense.

A vaga seria ocupada por Cheila Moreira (PT), primeira suplente da chapa de Omar eleita em 2022. Na prática, uma eleição para o Governo poderá provocar uma troca de forças no Senado: Omar deixaria Brasília para assumir o Executivo estadual, enquanto o PT chegaria à cadeira que hoje pertence ao PSD.

O cenário ganha peso político porque Cheila não escondeu, durante a convenção estadual da Federação Brasil da Esperança, em agosto, a expectativa de assumir o posto.

“O Partido dos Trabalhadores terá, sim, uma senadora, e é do PT, e é de esquerda”, declarou.

Na mesma ocasião, Cheila chegou a tratar Eduardo Braga (MDB) como seu futuro colega de bancada no Senado.

Suplência vira peça estratégica

A declaração feita ainda durante a campanha ganhou outro significado após Omar avançar para o segundo turno da eleição estadual.

Cheila foi escolhida como primeira suplente quando Omar disputou a reeleição ao Senado, em 2022. Agora, quatro anos depois, a composição daquela chapa pode voltar ao centro do jogo político.

Se Omar vencer a disputa pelo Governo, Cheila deixará a condição de suplente para assumir efetivamente o mandato no Senado.

O movimento também mudaria a composição partidária da bancada do Amazonas. A cadeira atualmente ocupada por um senador do PSD passaria para o PT, sem que Cheila tenha disputado diretamente uma eleição para o Senado em 2026.

A situação transforma a disputa pelo Governo em uma eleição com efeitos que vão além do Palácio do Governo. Para Omar, está em jogo a mudança de Brasília por Manaus; para o PT, a possibilidade de transformar uma suplência de 2022 em uma cadeira efetiva no Senado.

A definição depende do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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