(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Manaus (AM) – A seca histórica que atinge o Amazonas trouxe à tona destroços de um navio naufragado no século XIX, localizados no rio Madeira, em Manicoré, a 331 quilômetros de Manaus.
As imagens aéreas, capturadas por drone na última quarta-feira (16), mostram a embarcação emergindo conforme o nível do rio caiu para 10,53 metros.
No entanto, a identificação do navio ainda é incerta, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Contudo, especialistas acreditam que o navio não é típico da região e, se for confirmado que os destroços são do século 18, é provável que se trate de uma embarcação portuguesa.
Outros registros
Este ano, o estado enfrenta uma estiagem severa que afeta todos os 62 municípios no estado. Dessa forma, a situação crítica de vazante alcançou os principais rios do Amazonas.
No último dia 9 de outubro, o Rio Negro, em Manaus, atingiu o menor nível da sua história, com 12,66 metros, superando a marca de 12,70 metros registrada em 2023.
Entretanto, a seca deste ano é a segunda histórica que o estado atravessa. Em 2023, além do período seco comum na região, o estado sentiu os efeitos causados, principalmente, pelas mudanças climáticas aliado ao El Niño, um fenômeno climático natural que normalmente acontece nesse período na região e que dificulta a formação de chuvas.
Com isso, outros itens históricos também foram revelados, como as ruínas do Forte São Francisco Xavier de Tabatinga, construído no século XVIII, localizadas com a descida do Rio Solimões.
Além das cerâmicas milenares, que surgiram devido ao baixo nível da água, junto às rochas que exibem desenhos rupestres, descobertos no ano passado em um sítio arqueológico no município de Urucará.
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