Manaus, 10 de julho de 2026
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Manaus, 10 de julho de 2026

Cidades

Prefeitura de Manaus cobra rigor na identificação de corpos

Prefeitura reforça a necessidade de se encaminhar os corpos com identificação imediata, feita com etiqueta resistente para não se desprender

Foto – Alex Pazuello / Semcom

Em respeito a dor das famílias e pela preservação da memória daqueles que estão perdendo a vida para a Covid-19, causada pelo novo coronavírus, a prefeitura de Manaus está cobrando mais rigor na identificação dos óbitos por Covid-19.

A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) enviou um ofício circular para órgãos de saúde, assistência social e do Poder Judiciário alertando sobre os procedimentos adotados no manuseio de corpos nos hospitais da capital amazonense e chamando atenção para que haja uma maior organização ao fazer a identificação das vítimas que faleceram por conta da pandemia.

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“Nesse momento tão difícil, em que o número de mortos vem aumentando, é importante que nos hospitais se tenha o maior cuidado no momento da identificação dessas pessoas”, diss o secretário da Semulsp, Paulo Faria.

“A prefeitura vem tomando todos os cuidados possíveis para garantir a rastreabilidade dos sepultamentos, mas precisamos que haja segurança no acondicionamento de cada pessoa na hora de encaminhar ao sepultamento”, destacou.

A Semulsp é responsável por gerir os cemitérios públicos de Manaus, e por isso, buscou informar vários órgãos acerca de uma organização com maior rigor, quanto ao controle dos corpos encaminhados aos cemitérios municipais pelos hospitais.

Os órgãos foram:

Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM),

Ministério Público o Estado do Amazonas (MP-AM)

Secretaria Municipal e Saúde (Semsa)

Fundação de Vigilância em Saúde no Estado do Amazonas  (FVS)

Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania  (Sejusc)

Secretaria de Estado da Segurança Pública do Amazonas (SSP)

Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam)

 

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O ofício deixa claro que a Semulsp busca manter o controle com rigidez dos corpos encaminhados, porém, não tem atribuição de conferir cada corpo com o documento, porque em razão da pandemia, as autoridades sanitárias desaconselham contato físico com eventuais vítimas da Covid-19, por isso o documento solicita das autoridades um maior controle no acondicionamento, armazenamento e envio dos corpos aos cemitérios.

O texto também reforça a necessidade de se encaminhar os corpos com identificação imediata, feita com etiqueta resistente e para que não corra risco de se desprender do invólucro, no caso de ser acomodado em câmara frigorífica até a hora da inumação.

Neste momento de pandemia, que sobrecarrega o sistema de saúde e também o sistema funerário, o ofício da Semulsp busca, além de organizar a identificação dos corpos, poder realizar um enterro digno, seguindo as determinações dos órgãos de saúde, e que possa preservar a memória dos mortos frente a seus familiares, garantindo a localização e organização correta dos sepultamentos.

(*) Com informações da Semulsp