(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
A bancada amazonense no Senado Federal ainda não alcançou consenso sobre o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Entre os três senadores que representam o Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB) manifestou apoio à solicitação. Omar Aziz (PSD) declarou posição contrária, enquanto Eduardo Braga (MDB) mantém sua decisão indefinida.
Segundo levantamento do portal Poder360, até o momento, 33 senadores apoiam o impeachment de Moraes, enquanto 19 se posicionam contra. O restante ainda não definiu publicamente seus votos. O cenário demonstra uma divisão significativa no Senado em relação ao tema.
No contexto da bancada do Amazonas, Plínio Valério se destaca como o único a favor da medida. Omar Aziz, alinhado à base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou voto contrário. Já Eduardo Braga continua sem posicionamento oficial, figurando entre os parlamentares indefinidos.
Trâmite e exigências legais
Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento a qualquer pedido de impeachment contra ministros do STF. Para que a destituição seja aprovada, são necessários 54 votos favoráveis no plenário, o equivalente a dois terços da Casa.
A movimentação da oposição no Congresso tem se intensificado nas últimas semanas, especialmente após os Estados Unidos aplicarem sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. As sanções impedem o ministro de realizar transações com instituições financeiras norte-americanas, o que ampliou o debate político em torno de sua atuação.
Número crescente de pedidos no Senado
Atualmente, o Senado Federal abriga ao menos 29 pedidos de impeachment contra o ministro. O mais recente foi protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após Moraes determinar medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Levantamento da CNN Brasil identificou 28 pedidos registrados no sistema da Casa Legislativa, número que foi ampliado com a solicitação apresentada por Flávio Bolsonaro em 23 de julho.
Dos 29 pedidos, 22 foram protocolados entre os anos de 2021 e 2024. Somente em 2025, já foram apresentadas sete novas petições. Os autores das solicitações incluem parlamentares — tanto senadores quanto deputados — além de cidadãos.
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