(Foto: Danilo Mello/Aleam)
O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, afirmou nesta terça-feira (21) que a paralisação dos rodoviários em Manaus foi provocada pela falta de repasses financeiros da Prefeitura de Manaus ao sistema de transporte coletivo e descartou qualquer responsabilidade do Governo do Estado pela greve.
Durante coletiva de imprensa, Serafim apresentou documentos para sustentar a posição do Executivo estadual, entre eles uma ação protocolada na Justiça do Trabalho pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
Segundo o documento, as empresas alegam ter cerca de R$ 190 milhões a receber da Prefeitura de Manaus, valor que, de acordo com a entidade, compromete o equilíbrio financeiro do sistema.
De acordo com o vice-governador, a própria ação judicial demonstra que a origem da paralisação está relacionada ao déficit financeiro enfrentado pelas empresas de transporte em razão da ausência dos repasses municipais.
“O documento deixa claro que a greve decorre da falta de pagamento dos valores devidos ao sistema, não havendo qualquer responsabilidade do Governo do Estado sobre essa situação”, afirmou Serafim durante a coletiva.
Apesar de negar que o Estado tenha participação na dívida apontada pelo Sinetram, o vice-governador informou que o Governo do Amazonas adotou medidas para contribuir com a retomada do serviço.
Segundo ele, foi autorizada a liberação de R$ 18 milhões referentes ao subsídio do Passe Livre Estadual, com previsão de pagamento em até 24 horas.
A medida, segundo Serafim Corrêa, busca colaborar para a normalização do transporte coletivo e minimizar os prejuízos causados à população, que enfrentou dificuldades de deslocamento em razão da paralisação dos rodoviários.
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