Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Serafim Corrêa desmente Flávio Bolsonaro e defende protagonismo da Zona Franca de Manaus

Secretário evidencia que Manaus produz milhões de smartphones enquanto o senador ignora a realidade.

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(Foto: Reprodução/ Instagram)

Manaus (AM) – O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, afirmou na última quarta-feira (25) que o Brasil não produz smartphones, questionando a decisão do governo federal de aumentar o Imposto de Importação sobre mais de mil produtos.

A declaração, feita em coletiva, já foi desmentida pelo secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), Serafim Corrêa, expondo a falta de conhecimento do parlamentar sobre a realidade industrial do país.

“Ele [Fernando Haddad] está alegando que está protegendo a indústria nacional, mas pelo que eu saiba o Brasil não produz smartphones”, disse Flávio Bolsonaro.

Em resposta, Serafim Corrêa rebateu:

“O Brasil produz, sim, smartphones, e sabe onde? Aqui na Zona Franca de Manaus. No ano passado, foram 11 milhões de aparelhos com faturamento de mais de R$ 14 bilhões”.

A Zona Franca de Manaus abriga a segunda maior fábrica da Samsung no mundo, atrás apenas da Coreia do Sul, produzindo celulares, smartwatches, fones de ouvido inteligentes, televisores, monitores e até condicionadores de ar. Além da gigante sul-coreana, novas empresas estrangeiras também estão se instalando na região: a chinesa Vivo Mobile, sob a marca Jovi, e a Realme, que inaugurou sua primeira fábrica de smartphones nas Américas em 2025, com capacidade de produzir 20 mil unidades por dia e gerar cerca de 500 empregos.

O argumento do governo federal para o aumento do imposto, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é proteger a produção nacional. “Mais de 90% dos itens afetados são fabricados no Brasil, o que diminui o impacto sobre o consumidor. Qual é o objetivo? Trazer essas empresas para o território nacional”, afirmou Haddad, enfatizando o caráter regulatório da medida.

Apesar disso, a decisão gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e críticas acirradas da oposição, que questiona o impacto sobre os preços ao consumidor. No entanto, a discussão evidencia, de forma clara, um descompasso entre o discurso de parte da oposição e a realidade industrial brasileira, especialmente no Amazonas, que se tornou polo estratégico para a fabricação de tecnologia de ponta.

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