Prefeito de Iranduba, Francisco Gomes da Silva
O prefeito de Iranduba, Francisco Gomes da Silva (DEM), foi denunciado à Câmara Municipal da localidade, por não repassar ao Inprevi (Instituto Previdenciário), mais de R$ 4,28 milhões em obrigações patronais e de servidores, “sonegadas e retidas” entre os anos de 2017 e 2018. As informações foram encaminhadas, no último dia 12, ao legislativo municipal, junto a um pedido de cassação elaborado pela servidora pública Rosane Lira Correa.
Documentos aos quais o Amazonas1 teve acesso mostram que, provocado pela Câmara Municipal, o Inprevi encaminhou, em julho deste ano, documentação comprobatória dos débitos, cuja maior parte foi formada em 2017.

Prefeito de Iranduba, Francisco Gomes da Silva
A divisão foi feita da seguinte forma: R$ 2,56 milhões que deixaram de ser repassados, em 2017, pela Prefeitura de Iranduba, a título de obrigações patronais; R$1,63 milhão em contribuições retidas dos servidores do Executivo Municipal, também no ano passado, e R$ 85 mil em contribuições previdenciárias, em 2018. A servidora que levou a denúncia à Câmara alega prática de infrações político-administrativas por parte do gestor.
A retenção de valores previdenciária não é novidade em Iranduba, que fica na Região Metropolitana de Manaus (AM). Em 26 de outubro, o Diário Oficial dos Municípios do Amazonas trouxe a publicação de um parcelamento de dívida, contraída entre 2008 e 2012, pela Prefeitura, no valor de R$ 4,71 milhões, durante a gestão do ex-prefeito Raymundo Nonato Lopes.
Um Termo de Acordo de Reparcelamento e Confissão de Débitos (acordo número 01204/2018), foi assinado entre membros do órgão e o atual prefeito, Francisco Gomes da Silva. Nele, as partes aceitam parcelar em 200 vezes, o valor da dívida, com o primeiro pagamento, de R$ 23.563, a ser executado ao final deste mês. A equipe do Amazonas1 fez contato com a assessoria do prefeito, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. Também tentou falar com a Câmara de Iranduba, mas ninguém atendeu as ligações.





