Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Sindicato afirma que paralização foi para pressionar deputados federais do AM indecisos sobre jornada 6×1

Protesto relâmpago durou cerca de uma hora; presidente do STTRM afirmou que trabalhadores estão “de olho” nos parlamentares amazonenses.

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(Foto: Reprodução /Redes Sociais)

Manaus (AM) – A paralisação relâmpago do transporte coletivo em Manaus, realizada na manhã desta quarta-feira (27), foi classificada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, como um “recado” direto aos deputados federais amazonenses que ainda não se posicionaram sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

O protesto durou cerca de uma hora e afetou principalmente a circulação de ônibus na Avenida Constantino Nery, uma das principais vias da capital amazonense. A paralisação surpreendeu passageiros, que precisaram descer dos coletivos e seguir o trajeto a pé. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram pontos de ônibus lotados e trabalhadores caminhando pelas avenidas durante o ato.

Durante entrevista à imprensa, Givancir Oliveira endureceu o tom ao cobrar posicionamento dos parlamentares.

“Você, deputado federal que está em cima do muro, estamos de olho. Se você votar contra o povo, contra o trabalhador, Manaus vai parar e a gente vai pichar o nome desses deputados em todos os postos, em todo o canto da cidade de Manaus”, declarou.

O sindicalista também afirmou que o movimento não aceita negociações ou período de transição para a mudança na jornada de trabalho.

“Não queremos transição, não queremos qualquer negociação, queremos essa PEC já”, afirmou.

Apesar do impacto causado aos usuários do transporte coletivo, o presidente do STTRM pediu desculpas à população e defendeu a legitimidade do protesto.

“Obrigado aos rodoviários. Desculpa a sociedade de Manaus por esse momento, só que é um movimento do bem. É um protesto que vai beneficiar os trabalhadores, que é o fim da escala 6×1. Trabalhador brasileiro, trabalhador amazonense, merece humanidade, merece respeito. Por esse motivo, estamos hoje mostrando nossa cara, sendo vanguarda e liderando o protesto nacional pela aprovação da PEC 221”, declarou.

Segundo Givancir, a mobilização contou com apoio de diversas categorias sindicais, entre elas metalúrgicos, vigilantes, trabalhadores da construção civil e petroleiros. Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) nacional também participaram do ato.

O presidente do sindicato ainda destacou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proposta.

“Com fé em Deus e com o apoio do presidente Lula, ainda hoje a PEC 221 será aprovada na CCJ e até quinta-feira irá a plenário”, disse.

De acordo com o STTRM, a decisão pela paralisação foi tomada de última hora após informações de que a PEC 221 seria analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira.

Após o protesto, os ônibus voltaram a circular normalmente em Manaus.

Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que respeita o direito constitucional à livre manifestação e à luta por melhores condições de trabalho e vida da categoria rodoviária, mas reforçou a importância da manutenção dos serviços essenciais à população, especialmente o transporte coletivo urbano.

NOTA 

“A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informa que, na manhã desta quarta-feira, 27/5, o transporte coletivo urbano em Manaus teve a operação parcialmente paralisada em razão de um movimento nacional convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em defesa do fim da escala 6×1.A Prefeitura de Manaus respeita e garante o direito constitucional à livre manifestação e à luta por melhores condições de trabalho e vida da categoria rodoviária.

Entretanto, a administração municipal reforça a importância da manutenção dos serviços essenciais à população, especialmente do transporte coletivo urbano, utilizado diariamente por milhares de trabalhadores, estudantes e cidadãos que dependem do sistema para suas atividades cotidianas.

As linhas paralisadas já voltaram à normalidade, desde 8h, porém o instituto continuará monitorando a situação e adotando as medidas necessárias para reduzir impactos à mobilidade urbana e assegurar a plena normalização da operação do transporte coletivo na capital.”

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