(Foto: Divulgação/Freepik)
Manaus (AM) – A inovação e a tecnologia têm sido peças-chave no fortalecimento das startups de bioeconomia na Amazônia. A avaliação é de Gabriela Souza, gestora de operações da Amaz, Aceleradora de Impactos, iniciativa coordenada pelo IDESAM (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), que há cinco anos atua apoiando negócios sustentáveis na região.
Durante o Programa AM1 Entrevista do Portal AM1, a especialista Gabriela Souza destaca que o avanço das startups amazônicas está diretamente ligado à capacidade de superar o chamado “custo Amazônia”, que envolve desafios logísticos, de acesso a mercados e de estruturação de cadeias produtivas sustentáveis.
“Os empreendedores daqui enfrentam custos acumulados, seja pelo transporte fluvial, pela distância dos centros urbanos ou pela falta de rede estruturada. A inovação e a tecnologia ajudam tanto na diferenciação de mercado quanto na agregação de valor para as comunidades produtoras”, destacou.
A Amaz opera com um modelo de investimento híbrido, que combina capital filantrópico e capital privado, buscando equilibrar a geração de impacto socioambiental com a sustentabilidade financeira. O portfólio atual da aceleradora reúne 16 negócios de impacto, que atuam em setores como alimentos, cosméticos, logística e restauração florestal.

(Foto: Gabriel Alves/Portal AM1)
“A Amaz olha além do negócio individual. Nosso foco é entender como cada startup pode contribuir de forma colaborativa para fortalecer a bioeconomia amazônica”, explicou.
Entre os critérios para investimento, estão o potencial de inovação, a governança participativa e o comprometimento com comunidades locais. Gabriela cita exemplos de startups que incluem comunidades tradicionais como sócias do negócio, reforçando a importância de uma economia regenerativa que mantém a floresta em pé.
“Queremos mostrar que é possível ter uma economia alternativa à do desmatamento, que gere renda e conserve a floresta ao mesmo tempo”, concluiu.
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