(Foto: Divulgação/Assessoria)
Manaus (AM) – O vice-governador Tadeu de Souza desponta como uma das principais incógnitas da sucessão estadual de 2026. Embora ainda não tenha declarado publicamente suas intenções eleitorais, o nome dele já circula como possível candidato ao governo dentro do grupo político liderado pelo governador Wilson Lima.
A avaliação é do cientista político Gade Pedrosa, que analisou o cenário político durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1.
Segundo Pedrosa, o futuro eleitoral de Tadeu depende diretamente dos movimentos do governador e da reorganização das alianças políticas no estado.
“Até agora não existe nenhuma manifestação expressa do vice-governador sobre o que ele pretende fazer ou para onde vai se movimentar. Então ainda é cedo para afirmar qual será o papel dele na eleição”, afirmou.
Apesar do silêncio público, o cientista político enxerga duas possibilidades principais para o futuro do vice-governador.
A primeira delas seria a consolidação de Tadeu como sucessor político de Wilson Lima. Nesse cenário, o governador utilizaria o peso da máquina administrativa para impulsionar a candidatura do vice.
“Uma possibilidade é o Wilson Lima consolidar o seu grupo político lançando o Tadeu como sucessor. Se isso acontecer, ele terá o apoio da máquina e poderá alcançar os rincões do estado durante a campanha”, analisou.
A outra alternativa envolve uma possível reaproximação com o prefeito de Manaus, David Almeida, com quem Tadeu já manteve proximidade política no passado.
“Existe uma história de relação entre o vice-governador Tadeu e o prefeito David. Eles já foram politicamente próximos e pertencem ao mesmo campo político. Não podemos descartar uma reaproximação”, afirmou.
Caso essa aproximação ocorra, o tabuleiro eleitoral pode ganhar uma nova configuração, alterando o equilíbrio de forças entre os principais grupos políticos do estado.
Interior pode ser decisivo
Na avaliação de Pedrosa, qualquer candidatura competitiva ao governo do Amazonas precisa necessariamente construir base política no interior.
Segundo ele, a disputa estadual tende a ser acirrada tanto na capital quanto nos municípios.
“A disputa na capital vai ser acirrada, mas no interior também. Os candidatos precisam alcançar esses eleitores e hoje as estratégias de comunicação chegam cada vez mais a essas regiões.”
Com a sucessão estadual ainda em fase inicial, o vice-governador segue como uma peça-chave que pode redefinir alianças e influenciar o equilíbrio de forças na corrida eleitoral de 2026.
Assista à entrevista na íntegra:
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