Tarcísio de Freitas ganha força no cenário nacional e passa a ser apontado como possível nome da direita para a disputa presidencial de 2030 (Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP)
Brasília (DF) – A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026 abriu uma nova disputa dentro da direita brasileira pelo protagonismo político nos próximos anos. Nesse cenário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a ganhar força como uma das principais alternativas para a sucessão presidencial de 2030.
A avaliação de aliados da família Bolsonaro é de que Tarcísio reúne condições para ocupar o espaço de liderança da oposição. O governador comanda o estado mais populoso do país e mantém trânsito entre diferentes setores do campo conservador, além de possuir diálogo com partidos do chamado Centrão.
Segundo apuração de Caio Junqueira, a derrota de Flávio e a ausência de parte da família Bolsonaro do cenário político nacional imediato podem contribuir para o fortalecimento de Tarcísio. O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, enquanto Eduardo Bolsonaro está fora do país.
Nesse contexto, interlocutores do grupo político avaliam que Tarcísio teria condições de assumir o papel de principal voz de oposição ao governo Lula.
Centrão vê Tarcísio como alternativa para 2030
A movimentação também chama atenção dentro do Centrão. Segundo um alto dirigente partidário do bloco, Tarcísio teria condições de obter um resultado ainda melhor em uma disputa presidencial e, na avaliação desse dirigente, não teria sido derrotado caso tivesse sido o candidato em 2026.
A declaração alimenta as especulações sobre uma possível construção política em torno do governador paulista para a próxima eleição presidencial.
Apesar de ter apoiado Flávio Bolsonaro durante a campanha de 2026, Tarcísio mantém uma posição própria dentro da direita e, ao mesmo tempo, possui capacidade de diálogo com partidos de centro e centro-direita. Essa característica pode ser considerada estratégica em uma eventual candidatura nacional.
Derrota de Flávio muda cenário da direita
O resultado da eleição presidencial também provocou uma discussão sobre quem poderá assumir a liderança do campo conservador nos próximos anos.
Flávio Bolsonaro era considerado um dos principais nomes ligados ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a derrota nas urnas, entretanto, aliados passaram a avaliar outros caminhos para a oposição.
Além de Tarcísio, nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira também aparecem nas discussões sobre o futuro da direita.
A situação de Flávio ganhou ainda mais repercussão após informações circularem nas redes sociais sobre uma suposta viagem do senador aos Estados Unidos depois da derrota eleitoral. A informação, porém, foi desmentida em checagem publicada pela Reuters na terça-feira (27). Segundo a agência, o vídeo utilizado para sustentar a alegação era antigo e não havia registro que confirmasse a viagem após a eleição.
Tarcísio mantém relação com bolsonarismo
Embora o governador de São Paulo tenha demonstrado lealdade ao grupo de Jair Bolsonaro durante a eleição de 2026, sua eventual candidatura presidencial em 2030 dependerá de uma série de fatores, entre eles a composição da direita, o posicionamento do bolsonarismo e as alianças partidárias.
Reeleito governador de São Paulo, Tarcísio chega ao período pós-eleitoral com uma posição de destaque no cenário nacional. O controle político sobre o maior estado brasileiro e sua capacidade de diálogo com diferentes grupos podem ampliar sua influência nos próximos anos.
Por enquanto, não há candidatura definida para 2030. A discussão, porém, já começou nos bastidores e coloca Tarcísio entre os nomes que podem disputar o comando da direita brasileira na próxima eleição presidencial.
LEIA MAIS:





