Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Tensão em Manaus: bares da Zona Leste teriam recebido ordem de facção para fechar

Bares da avenida Itaúba cancelam eventos após suposta ordem do Comando Vermelho. SSP-AM ainda não se manifestou.

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(Foto: Divulgação/Secom)

Manaus (AM) – A noite deste sábado (1º) foi marcada por tensão na avenida Itaúba, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus, após bares e casas de show receberem ordens para permanecer fechados. As determinações teriam sido feitas por integrantes do Comando Vermelho (CV), que circularam pela região exigindo que os estabelecimentos não funcionassem e que aqueles já em operação fossem imediatamente encerrados.

O temor entre comerciantes levou ao cancelamento de apresentações musicais e eventos programados para o fim de semana. Muitos proprietários relataram que eventos com som ao vivo precisaram ser suspensos por precaução, em respeito às vítimas de recentes conflitos envolvendo a facção.

Entre os estabelecimentos que se manifestaram, o Bar do Flamengo emitiu nota informando que, por “motivo maior”, não abriria neste fim de semana, e que o atendimento retornaria na terça-feira (4). O cancelamento chamou atenção, já que no sábado houve jogo do Flamengo.

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Em redes sociais, circulam mensagens atribuídas à organização orientando a população a evitar festas e aglomerações devido a recentes conflitos. Alguns comerciantes relataram receio de represálias caso desobedecessem as ordens, alegando que preferiram cancelar eventos para preservar a segurança de clientes e funcionários.

Na quarta-feira (29), no bairro Compensa, Zona Oeste,  um grupo tentou homenagear criminosos amazonenses mortos em uma megaoperação no Rio de Janeiro, na terça-feira (28). O encontro provocou confrontos entre moradores e forças de segurança, deixando um policial ferido.

Ao todo, nove criminosos do Amazonas morreram na operação no Rio de Janeiro, sendo seis já identificados. A situação gerou alerta nacional devido à possibilidade de retaliações nos estados de origem dos mortos.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou.

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