(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O tráfico de pessoas cresceu 33% no Brasil entre 2024 e 2025, segundo o Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas de 2025. O crime, que envolve exploração sexual, trabalho análogo à escravidão, servidão, remoção de órgãos e adoção ilegal, tem avançado com o uso de redes sociais e plataformas digitais para aliciamento de vítimas.
As mulheres representam 53,6% dos casos registrados, e 71,8% das vítimas atendidas pelo SUS são pessoas pretas e pardas. A exploração sexual passou a ser a principal finalidade do tráfico humano, com 43% dos registros e aumento de quase quatro vezes em relação ao ano anterior.
O Ministério Público Federal (MPF) aponta que as organizações criminosas estão mais estruturadas e atuam além das fronteiras, envolvendo também crimes como fraude financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e falsificação de documentos.
Desde 2024, a Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes (UNTC) concentra as investigações do MPF sobre o tema. No último ano e meio, a unidade atuou em mais de 1.100 processos judiciais e denunciou 216 pessoas à Justiça.
Do total, 79 foram denunciadas por tráfico internacional de pessoas, em casos que envolveram 299 vítimas identificadas. O relatório aponta ainda que o Camboja foi o principal destino de brasileiros traficados, com 52% dos casos registrados, seguido por Israel, Itália, Bélgica e Albânia.
As autoridades alertam que falsas propostas de emprego, viagens e oportunidades com promessas de altos ganhos são algumas das principais formas de aliciamento. A recomendação é verificar informações antes de aceitar propostas que envolvam deslocamentos ou mudanças de país.
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