(Foto: Divulgação/Instagram do Trump)
Manaus (AM) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (6) que as autoridades interinas da Venezuela concordaram em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao país americano.
Segundo Trump, esse petróleo é de “alta qualidade” e está sujeito a sanções, mas será levado para os Estados Unidos e vendido no mercado pelo preço normal do petróleo.
Trump afirmou ainda que o dinheiro arrecadado com essa venda ficará sob controle do governo dos EUA. Ele disse que quer garantir que os recursos sejam usados “para beneficiar tanto o povo da Venezuela quanto o dos Estados Unidos”.
Em sua rede social, o presidente norte-americano escreveu que já pediu ao secretário de Energia, Chris Wright, para colocar o plano em ação imediatamente. O petróleo, segundo Trump, será carregado em navios-tanque e levado diretamente para portos nos Estados Unidos.

Tradução:
“Tenho o prazer de anunciar que as Autoridades Interinas da Venezuela irão entregar entre 30 e 50 MILHÕES de barris de petróleo sancionado de alta qualidade aos Estados Unidos da América.
Esse petróleo será vendido pelo seu preço de mercado, e o dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos.
Solicitei ao Secretário de Energia, Chris Wright, que execute este plano imediatamente.
O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente aos portos de descarga nos Estados Unidos.
Obrigado pela atenção a este assunto!
DONALD J. TRUMP
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”
A notícia surpreendeu os mercados internacionais: os contratos futuros de petróleo caíram, já que investidores passaram a prever uma oferta maior de óleo no mercado mundial.
Além disso, Trump afirmou que deve conversar em breve com grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos sobre a possibilidade de ampliar a extração de petróleo na Venezuela — um país com algumas das maiores reservas de óleo do mundo.
Essa movimentação ocorre em um contexto de tensões entre os dois países e mudanças políticas na Venezuela, com as autoridades interinas assumindo o controle após eventos recentes no país sul-americano.
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