Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

UEA leva soluções amazônicas à COP30 em Belém

As iniciativas podem ser conferidas na Green Zone, estande 63, em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

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(Foto: Divulgação/UEA)

Belém (PA) – A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) marca presença na COP30, em Belém (PA), com uma série de projetos que abordam temas centrais para o futuro da Amazônia — como energia renovável, bioeconomia, inovação tecnológica, monitoramento ambiental e justiça climática. As iniciativas podem ser conferidas na Green Zone, estande 63, em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Segundo o reitor André Zogahib, a participação reafirma o papel da UEA como uma instituição pública comprometida em transformar conhecimento científico em inovação sustentável.

“Cada projeto representa a excelência da UEA e seu compromisso com soluções reais para os desafios amazônicos”, destacou o reitor.

Energia limpa e inovação tecnológica

Entre os destaques está o projeto “Diesel Verde”, coordenado pela professora Patrícia Melchionna, que pesquisa novas fontes de oleaginosas amazônicas para produção de biocombustíveis avançados. Financiada pela Eneva e pela Aneel, a iniciativa busca agregar valor à biodiversidade e promover o desenvolvimento regional.

Tecnologia em defesa da floresta

A UEA também apresenta três projetos baseados em inteligência artificial (IA) para monitoramento ambiental: Curupira, Yara e Uirapuru, desenvolvidos pelo Laboratório de Sistemas Embarcados (LSE).

  • O Curupira detecta desmatamento, fumaça e variações de temperatura em áreas remotas, com autonomia energética de até cinco anos.

  • O Yara monitora a qualidade da água do rio Amazonas e envia dados em tempo real para plataformas de gestão hídrica.

  • Já o Uirapuru, em parceria com a FAS, Dell, Intel e Computer AD, usa IA para acompanhar a biodiversidade e promover educação ambiental na comunidade Boa Esperança, em Manicoré (AM).

Monitoramento do rio Amazonas

Durante a COP30, a UEA realiza uma expedição científica entre Manaus e Belém, por meio do Programa de Monitoramento da Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM), para avaliar a qualidade das águas do rio Amazonas. O barco-laboratório da instituição ficará atracado na Marina Club, ao lado da UFPA, com visitas guiadas e exposições conduzidas pelo professor Sergio Duvoisin Jr.

Integração na tríplice fronteira

O Parque Científico e Tecnológico Ambiental Sustentável da Tríplice Fronteira (PaCTAS), coordenado pelo professor Pedro Rapozo, também é apresentado em Belém. O projeto promove integração científica e tecnológica entre Brasil, Peru e Colômbia, com sede em Tabatinga (AM), estimulando inovação e conexões entre saberes tradicionais e tecnologias modernas.

Justiça climática e protagonismo comunitário

Outro projeto da UEA aprovado para compor a delegação oficial da sociedade civil brasileira propõe um modelo de gestão ambiental comunitária baseado em créditos de carbono e justiça climática. Coordenado pela professora Adriana Almeida Lima, o projeto transforma comunidades ribeirinhas e tradicionais em protagonistas da conservação, com mapeamento territorial, capacitação técnica e geração de renda verde.

A iniciativa, desenvolvida com o Ifam e a Ufam, posiciona o Amazonas como referência em políticas públicas de carbono e inclusão socioambiental.

Papel estratégico

A presença da UEA na COP30 evidencia o papel estratégico da universidade na formulação de soluções sustentáveis e baseadas em evidências científicas para a Amazônia. Além de fortalecer parcerias institucionais, a participação reforça o compromisso da instituição com políticas ambientais, inovação e justiça climática.

(*) Com informações da assessoria

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