Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Vejam como a democracia é bela até com aqueles que a atacam’, diz Marcelo após PGR pedir condenação de Bolsonaro

Marcelo Ramos cita, em vídeo, a hipótese de prisão domiciliar para Bolsonaro, caso ele seja condenado.

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(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados & Valter Campanato/Agência Brasil)

Manaus (AM) – O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos (PT), comentou, nesta terça-feira (15), sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo central da tentativa de golpe de Estado.

Ao final do vídeo publicado em suas redes, Marcelo Ramos mencionou uma das hipóteses que circulam nos bastidores políticos: a possibilidade de Bolsonaro, caso condenado, cumprir prisão domiciliar, conforme divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

“Dizem até que Bolsonaro deve ter prisão domiciliar. Vejam como a democracia é bela até com aqueles que a atacam”, disse Marcelo Ramos.

Na postagem, também nas redes sociais, o pré-candidato informou que leu trechos das 517 páginas da denúncia e avaliou como “muito consistente a tese da Procuradoria”.

No vídeo, ele argumentou que a denúncia da PGR não se limita aos atos do 8 de janeiro, mas envolve uma sequência de eventos que, segundo ele, comprometeram o processo político brasileiro. Ramos citou as tentativas de desmoralizar as urnas eletrônicas e, em suas palavras, “até a inviabilização” do processo eleitoral.

O pré-candidato ressaltou a importância de refletir sobre o andamento jurídico do caso, destacando o contraste entre regimes democráticos e ditatoriais. Segundo ele, em ditaduras, opositores golpistas são presos, sequestrados ou torturados sem direito à defesa, julgamento legal ou manifestações parlamentares.

Ramos destacou que, diferentemente disso, na democracia os acusados mantêm garantias mesmo quando se insurgem contra as instituições. Ele frisou que o procurador responsável não pediu tortura, sequestro nem qualquer tratamento cruel. Também não entregou Bolsonaro a agentes como o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi entre 1970 e 1974. Limitou-se a requerer a prisão conforme os trâmites legais previstos na Constituição.

“Na democracia, eles exercem plenamente o seu direito de reação, até contra as instituições democráticas, e o procurador não pediu que sequestrassem, que torturassem, não entregou Bolsonaro a um psicopata como Ustra, e nem mesmo prendeu Bolsonaro. Pediu a prisão para que o órgão legitimado pela Constituição possa fazer o julgamento”, disse Marcelo Ramos.

 

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