Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

Vereador bolsonarista quer aprovar Dia do Orgulho Hétero

De acordo com o PL, o Dia do Hétero deverá ser celebrado todos os anos no terceiro domingo do mês de dezembro

Vereador bolsonarista quer aprovar Dia do Orgulho Hétero

Foto: Reprodução / Internet

CUIABÁ, MT – A Câmara Municipal de Cuiabá (MT) aprovou na terça-feira (21), em primeira votação, um projeto de Lei que cria o Dia do Orgulho Hétero na cidade. De autoria do vereador bolsonarista Tenente Coronel Paccola (Cidadania), o projeto só recebeu um voto contrário.

De acordo com a proposta, a data deve ser celebrada todos os anos no terceiro domingo do mês de dezembro.

Na primeira votação, o texto recebeu 15 votos sim, 8 ausências e 1 voto não, a da vereadora Edna Sampaio (PT). A segunda votação estava prevista para ontem (22) em uma sessão extraordinária, mas o texto foi retirado de votação pelo vereador Adevair Cabral (PTB), que pediu vista (tempo maior para analisar a proposta).

Em suas redes sociais, Paccola justificou o projeto ao afirmar que decidiu apresentá-lo depois de conversar com o filho e sobrinhos, quando teria sido “revelado que na escola para participar de determinados grupos [os estudantes] tinham de beijar meninos e meninas”.

“O objetivo principal por trás deste projeto é que não destruam o modelo tradicional de família, os valores conservadores cristãos e o sentimento de civismo patriótico que são as marcas mais fortes de nós conservadores”, afirma.

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De acordo com o parlamentar, após um período de perseguição e condenação, os homossexuais passaram a ser tolerados, aceitos e a terem seus direitos civis reconhecidos.

“Contudo estamos assistindo a um movimento muito forte desse ativismo forçado que tenta trazer uma clara obrigatoriedade para que nossos jovens e crianças tenham um incentivo a um comportamento bissexual”, disse ele, que atribui a homossexualidade ao “marxismo cultural”.

“Assistimos a uma desestruturação que parte do marxismo cultural, Gramsci, que tenta destruir o modelo tradicional de família, aquele escrito na Bíblia”, diz ele em referência aos filósofos Karl Marx e Antonio Francesco Gramsci.

“Não tenho nada contra, muito pelo contrário, tenho amigos no primeiro contato direto que são homossexuais, não tenho nada contra”, afirmou o vereador, que completou. “A ciência se constitui uma família com cromossomo XX e XY.”

“Pra quê?”

Única vereadora a votar contra a proposta, a petista Edna Sampaio também afirmou em rede sociail que “não há do que se orgulhar, já que o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo”.

“Existe uma supremacia hétero, como se fosse crime ser LGBTQIA+. Qual é o orgulho num mundo onde uma pessoa que não é hétero é morta por não ter uma orientação hétero?”, questiona.

(*) Com informações UOL

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