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Manaus, 20 de julho de 2026
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Manaus, 20 de julho de 2026

Cenário

Vereador Raulzinho teme que Manaus vire ‘Faixa de Gaza’

"Isso a gente não pode aceitar porque, depois, Manaus vai virar a Faixa de Gaza", afirmou o vereador, enquanto criticava a concessionária Águas de Manaus.

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(Foto: Robervaldo Rocha/CMM)

Manaus (AM) – O vereador Raulzinho (MDB) declarou, em entrevista à TV Câmara da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (12), que Manaus “vai virar Faixa de Gaza” caso a atual situação de obras e de saneamento não seja solucionada. A afirmação ocorreu durante críticas à empresa Água de Manaus.

Segundo o parlamentar, ele pretende levar ao plenário da CMM denúncias sobre a qualidade dos serviços prestados pela concessionária. “A Prefeitura vai, leva o pacote de obras, asfalta as ruas e, depois, a empresa vem com a instalação de tratamento de esgoto, fazendo um serviço de péssima qualidade”, afirmou Raulzinho.

Ele detalhou que, após a instalação de estações de tratamento, a reposição do asfalto não ocorre de forma adequada. “Eles [Água de Manaus] cavavam o buraco para colocar a estação de tratamento, colocam, fazem a instalação. Só que eles colocam, em lugar de devolver o asfalto tirado, eles colocam 1 centímetro”, disse o vereador.

Comparação com conflito internacional

Ainda na entrevista, Raulzinho reforçou a crítica: “Então, colocam uma só, de péssima qualidade, em vez de quatro, em vez de cinco, um centímetro. Isso a gente não pode aceitar, porque, depois, Manaus vai virar a Faixa de Gaza. Isso a gente não pode aceitar aqui”.

A Faixa de Gaza é palco de conflito entre Israel e Palestina. Conforme o Ministério da Saúde Palestino, cerca de 61 mil palestinos morreram desde o início da escalada recente de violência.

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Ataques a jornalistas

Somente no domingo (10), cinco jornalistas da rede Al Jazeera foram mortos em um ataque israelense próximo ao Hospital Al-Shifa, em Gaza. A emissora, sediada no Catar, confirmou que um sexto profissional, que atuava como freelancer, também foi vítima.

Antes desse ataque, outros cinco jornalistas da Al Jazeera haviam sido mortos pelo exército israelense. Conforme dados da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), mais de 200 jornalistas já foram mortos na Faixa de Gaza desde o início do conflito. A entidade classifica os ataques contra profissionais de imprensa como parte de uma “estratégia” para “ocultar os crimes cometidos” pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).

O governo brasileiro condenou o ataque por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (11), repudiando a morte dos seis profissionais da Al Jazeera.

 

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