Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Verita aponta Alberto Neto e Eduardo Braga na liderança ao Senado; Wilson Lima estreia em quarto lugar

Pesquisa aponta deputado bolsonarista e senador à frente; ex-governador recém-renunciante aparece atrás, e Marcelo Ramos tenta retomar protagonismo.

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(Foto: Reprodução /Redes Sociais dos parlamentares)

Manaus (AM) – A pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Verita coloca o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) e o senador Eduardo Braga (MDB) na dianteira da corrida pelas duas vagas do Amazonas ao Senado Federal nas eleições de 2026.

O levantamento indica, neste momento, que ambos seriam os eleitos, em um cenário que começa a consolidar os principais polos da disputa no estado.

Os dados foram tornados públicos pelo pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos (PT), que aparece em terceiro lugar. Segundo a publicação, a pesquisa foi realizada de 18 a 24 de março, com 1.220 pessoas em todo Amazonas, com margem de erro de 3 pontos.

Pelos dados do levantamento, Alberto Neto lidera a corrida, seguido de perto por Eduardo Braga. Na sequência aparecem Marcelo Ramos (PT), em terceiro lugar, e Wilson Lima (União Brasil), que surge apenas na quarta posição, após ter renunciado ao Governo do Amazonas no último sábado e anunciado nesta segunda-feira sua pré-candidatura ao Senado.

A entrada oficial de Wilson Lima na disputa não foi suficiente para impulsioná-lo imediatamente ao bloco dos favoritos. A quarta colocação expõe um início de campanha desafiador para o ex-governador, que deixa o cargo com a expectativa de transferir capital político da máquina estadual para as urnas.

A liderança de Capitão Alberto Neto reforça a força do campo conservador no Amazonas. Atual deputado federal e um dos principais nomes do bolsonarismo no estado, Alberto Neto chega à disputa respaldado pelo eleitorado de direita e pelo vínculo político com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O desempenho na pesquisa mostra que esse segmento permanece consolidado e competitivo para uma das cadeiras do Senado.

Na segunda posição, Eduardo Braga aparece como um nome já amplamente conhecido do eleitor amazonense. Atual senador e candidato à reeleição, Braga tem trajetória consolidada: foi governador do Amazonas por dois mandatos consecutivos, permaneceu oito anos no comando do Executivo estadual e mantém forte influência política no estado e em Brasília. Sua candidatura ganha ainda mais musculatura por integrar o grupo político do senador Omar Aziz, que se articula para disputar o Governo do Amazonas, formando uma aliança de peso no cenário local.

Em terceiro lugar, Marcelo Ramos tenta reconstruir sua trajetória política como representante do PT e do campo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-deputado federal, Marcelo alcançou projeção nacional ao ocupar a vice-presidência da Câmara dos Deputados. Nos últimos ciclos eleitorais, no entanto, acumulou reveses: foi derrotado em disputa pela Prefeitura de Manaus e não conseguiu se reeleger deputado federal. A candidatura ao Senado surge como tentativa de retorno ao protagonismo político no Amazonas.

Rejeição

No cenário de rejeição, Capitão Alberto Neto aparece com 27,7% , seguido por Eduardo Braga, com 26,3%. Marcelo Ramos registra 20,3%, enquanto Wilson Lima apresenta 12,6%, o menor índice entre os principais nomes.

O dado revela um paradoxo relevante da disputa: os dois candidatos que hoje lideram a corrida também concentram os maiores índices de resistência do eleitorado. Em eleições majoritárias, esse fator costuma ganhar importância à medida que a campanha avança, especialmente em uma disputa por duas vagas, na qual alianças, voto útil e rejeição cruzada podem redefinir posições.

Historicamente, a eleição ao Senado no Amazonas tem privilegiado nomes com alta exposição pública e trajetória política consolidada. O levantamento desta segunda-feira confirma essa tendência ao colocar na frente um deputado federal em mandato e um senador que busca a reeleição, enquanto candidaturas de reposicionamento, como as de Wilson Lima e Marcelo Ramos, ainda tentam ampliar espaço.

 

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