(Foto: Reprodução /Instagram @OmarAziz)
Manaus (AM) – A candidata a vice-governadora do Amazonas, Alessandra Campêlo (PSD), afirmou que pretende ampliar as ações de prevenção às queimadas e o monitoramento ambiental com uso de satélites e drones. Em declaração divulgada nas redes sociais, a candidata associou o avanço dos incêndios florestais às mudanças climáticas e defendeu investimentos em bioeconomia, agroindústria e biotecnologia.
“Isso é crise climática e a gente não pode tratar isso como se fosse normal”, declarou Alessandra, ao apresentar as propostas de governo de Omar Aziz (PSD).
O discurso ocorre em meio a novos episódios de poluição atmosférica no Amazonas. Nesta sexta-feira (9), a fumaça provocada pelas queimadas levou à suspensão de atividades presenciais em escolas e universidades de Manaus. Entre 1º de setembro e 6 de outubro, foram registrados 4.370 focos de calor no estado.
Promessa de prevenção exige execução
Na declaração, Alessandra defendeu a criação de planos de prevenção de queimadas e o uso de tecnologias para identificar focos de incêndio antes que o fogo se espalhe. A proposta busca priorizar a atuação preventiva, em vez de concentrar os esforços apenas no combate às chamas.
Nesse cenário, o desafio de uma eventual nova gestão será demonstrar como as propostas anunciadas serão incorporadas às políticas existentes, quais recursos serão destinados à prevenção e de que maneira as ações chegarão aos municípios mais afetados.
O uso de drones e satélites pode contribuir para o monitoramento territorial, mas a efetividade das medidas também depende de equipes, fiscalização, estrutura operacional e capacidade de resposta às ocorrências.
Bioeconomia e desenvolvimento sustentável
Alessandra também defendeu investimentos em bioeconomia, agroindústria e biotecnologia como caminhos para gerar renda e agregar valor à produção regional sem ampliar a pressão sobre a floresta.
“Porque é possível unir sustentabilidade com desenvolvimento, proteção da floresta e geração de riqueza”, afirmou.
A candidata relacionou a preservação ambiental à saúde pública e às condições de vida da população. Ao defender que respirar ar limpo é um direito, ela destacou os impactos da fumaça sobre crianças, idosos e demais moradores do estado.
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