Amazonino foi entrevistado por 28 minutos diante da ausência do outro candidato. (Foto: Divulgação)
O jornalista e candidato ao governo pelo PSC, Wilson Lima não compareceu ao debate da TV Band realizado na noite da quinta-feira, 18, com a justificativa de que as regras do confronto não estavam claras, mesmo a direção da emissora afirmando que um integrante da equipe de campanha do apresentador assinou ata concordando com as regras do programa.

Amazonino foi entrevistado por 28 minutos diante da ausência do outro candidato. (Foto: Divulgação)
Wilson alegou que a emissora tem como sócio, o empresário Francisco Garcia, pai de Rebecca Garcia (PP), vice de Amazonino Mendes (PDT), e por esse motivo, ele poderia saber previamente os temas que seriam abordados do debate, o que poderia se configurar como privilégio ao candidato.
As regras do debate previam que se um dos candidatos faltasse, o outro seria entrevistado pro 30 minutos, o que ocorreu. No entanto, quando o governador estava sendo entrevistado, o mediador do debate, o jornalista Carlos Ceschi Jr, informou ao vivo que em determinação a uma decisão da Justiça Eleitoral, a entrevista teria que ser interrompida.
A determinação partiu do juiz Bartolomeu de Azevedo Júnior, que acatou uma representação de Wilson Lima, que pedia o cancelamento da entrevista. Em sua fala, o mediador agradeceu a presença de Amazonino e disse lamentar a situação em que Wilson colocou ele e o candidato à reeleição. “Lamento a situação em que nos colocou o outro candidato, inclusive ferindo princípios democráticos, lógicos e imparciais do jornalismo do grupo Bandeirantes de Comunicação”, frisou o apresentador.
O governador e a TV Band apresentaram defesa nos autos da ação movida pelo candidato do PSC, frisando que as regras eram claras e que a na verdade, Wilson estava “fugindo” do confronto por que não queria falar sobre o pagamento de indenizações a famílias dos mortos na chacina que ocorreu em 2017 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).




