(Foto: Márcio James/Defensoria Pública do Amazonas)
Manaus (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos rebateu as recentes explicações do ex-governador Wilson Lima sobre a compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19 no Amazonas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ramos afirmou que, isoladamente, a compra dos equipamentos por uma empresa que também comercializava vinhos não configuraria ilegalidade, mas argumentou que esse não é o centro das acusações feitas contra Wilson no processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo Ramos, o ex-governador é acusado de dispensa ilegal de licitação, fraude em licitação e elevação arbitrária de preços, peculato, organização criminosa e embaraço à investigação.
O ex-deputado também citou trechos que atribui à denúncia do Ministério Público e a decisões do STJ para sustentar que Wilson teria participado diretamente da aquisição dos respiradores e interferido na condução do processo de compra.
Ramos ainda mencionou um suposto sobrepreço na aquisição dos equipamentos e afirmou que teria ocorrido uma tentativa de formalizar posteriormente um procedimento de contratação para justificar uma compra que já havia sido realizada.
“Pode até a imprensa, os portais, ficar falando em compra de respirador em loja de vinho. Mas o que o processo fala é dispensa ilegal de licitação, fraude à licitação e elevação arbitrária de preços, crime de peculato, crime de organização criminosa e embaraço à investigação”, afirmou.
Ao final, Ramos acusou Wilson de tentar reduzir a discussão judicial à compra dos respiradores em uma empresa que comercializava vinhos.
As afirmações sobre os crimes são acusações apresentadas no processo, e não devem ser tratadas como condenação definitiva. O ex-governador nega irregularidades no caso.
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