Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

80% dos leitos de UTI do SUS estão ocupados no Amazonas, aponta Fiocruz

Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, Manaus está no topo de ocupações de UTI pelo SUS, também com 80%

Foto: Agência Brasil

O Amazonas está em zona de alerta crítico e possui uma taxa de ocupação superior a 80% dos leitos de terapia intensiva do Sistema único de Saúde (SUS) para covid-19, de acordo com uma nota técnica do Observatório covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Entre as 25 capitais com taxas divulgadas,  Manaus está no topo de ocupações de UTI pelo SUS, também com 80%.

Para os pesquisadores do Observatório Covid-19, o comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais parece apontar para a interiorização de casos da covid-19 pela variante Ômicron. 

Leia mais: Covid-19: Apuí publica decreto que fecha estabelecimentos e suspende aulas

Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente. 

A Nota Técnica destaca que o cenário atual não é o mesmo registrado entre março e junho de 2021, considerada a fase mais crítica da pandemia e ressalta que mesmo com o acréscimo de leitos observados nas últimas semanas, a disponibilidade é bem menor.

 O documento reforça que o crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI SRAG/Covid-19 para adultos no SUS é preocupante, principalmente frente às baixas coberturas vacinais em diversas áreas do país, onde os recursos assistenciais são mais precários. 

Os pesquisadores alertam que uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço, e a população não vacinada, são mais suscetíveis a formas mais graves da infecção com a Ômicron e voltam a sublinhar que a elevadíssima transmissibilidade da variante pode incorrer em números expressivos de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves.

Veja abaixo a taxa de ocupação de UTIs por estado e capitais:

Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (91%) e o Distrito Federal (97%) mantiveram-se na zona de alerta crítico, onde também entraram o Amazonas (80%) e Mato Grosso (91%). 

Na zona de alerta intermediário, permaneceram o Pará (74%), Amapá (69%), Tocantins (78%), Ceará (67%), Bahia (74%), Rio de Janeiro (62%), São Paulo (72%), Paraná (72%), e entraram o Alagoas (69%) e Santa Catarina (76%), que estavam fora na zona de alerta. 

 Fora da zona de alerta mantiveram-se o Acre (57%), Maranhão (59%), Paraíba (41%), Sergipe (37%), Minas Gerais (37%) e Rio Grande do Sul (54%), somando-se Rondônia (58%) e Roraima (52%), que estavam na zona de alerta intermediário. 

Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, 13 estão na zona de alerta crítico: Manaus (80%), Macapá (82%), Teresina (83%), Fortaleza (80%), Natal (percentual estimado de 89%), Maceió (81%), Belo Horizonte (86%), Vitória (80%), Rio de Janeiro (95%), Campo Grande (109%), Cuiabá (92%), Goiânia (91%) e Brasília (97%). 

Nove estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (77%), Rio Branco (70%), Palmas (72%), São Luís (64%), Recife (77%, considerando somente leitos públicos municipais), Salvador (68%), São Paulo (75%), Curitiba (71%) e Florianópolis (68%).

 Boa Vista (52%), João Pessoa (58%) e Porto Alegre (55%) estão fora da zona de alerta. 

Acompanhe em tempo real por meio das nossas redes sociais: FacebookInstagram e Twitter.

(*) Com informações da FioCruz