Kaio Fonseca falou sobre o desfecho trágico do caso ao sair para o IML. JP Rodrigues/Metrópoles
Um dia após o corpo de Letícia Sousa Curado, 26, ser encontrado, o educador físico Kaio Fonseca, 25, marido da advogada e funcionária do Ministério da Educação (MEC), falou sobre o desfecho trágico do caso.
Letícia foi a terceira vítima confirmada do cozinheiro desempregado Marinésio dos Santos Olinto, 41, que a polícia trata como serial killer.
Ao sair de casa, em Planaltina, para o Instituto Médico Legal (IML), na manhã desta terça-feira, 27, resumiu o seu sentimento de dor.
“É difícil chegar à noite e não ter a minha esposa ao meu lado. Está doendo muito”, disse, visivelmente emocionado.
Em meio à dor, ele ressaltou que a família vai trabalhar em conjunto com a polícia e os advogados para que não ocorram mais casos como o de Letícia.
“A gente nunca espera que aconteça com a gente. Letícia era uma pessoa que sempre procurava o bem. Na última semana mesmo, ela juntou um monte de roupas do nosso filho para doar a uma criança passando por necessidades”, assinalou.
A residência onde a advogada vivia com Kaio e o filho de 3 anos amanheceu com um pano preto na varanda, em sinal de luto.
O crime chocou a vizinhança da quadra 3 do Arapoanga, em Planaltina, e deixou a família devastada.
“Para a gente, esse desfecho trágico significa o fim de uma angústia e o início da saudade. Depois de todo o mal feito a ela e termos conhecimento disso, só queríamos entregá-la nas mãos de Deus. É um momento difícil para a gente. Agora, vamos preservar a nossa família”, resumiu o bombeiro militar e padrinho do filho da vítima, Leandro Marra de Oliveira Dias, 30.
O crime
O corpo de Letícia foi achado às margens da DF-250, na região de Planaltina, na segunda-feira, 26, após a prisão do acusado pelo crime, o cozinheiro desempregado Marinésio dos Santos Olinto, 41.
Com 1,60 m de altura e fala mansa, o homem chocou o Distrito Federal ao confessar os assassinatos de Letícia e Genir Pereira de Sousa, 47.
A funcionária do MEC foi morta na última sexta-feira, 23, no mesmo dia em que sumiu de uma parada de ônibus em Planaltina.
Genir perdeu a vida em 12 de junho. Após Marinésio ser preso, na segunda-feira, uma jovem de 23 anos o reconheceu na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e afirmou aos policiais ter conseguido fugir dele, em 11 de agosto.
Os investigadores agora apuram se há ligação entre Marinésio e outras ocorrências, como o desaparecimento de pelo menos mais duas mulheres.
(*) com informações do site Metrópoles





