Flagrante na avenida Djalma Batista (Foto: Márcio Silva/Amazonas1)
Diariamente, em avenidas de grande fluxo de veículos em Manaus há uma cena comum: pedestres que arriscam a própria vida em travessias perigosas, mesmo com passarelas e faixas de pedestres bem ao lado. Esse hábito é recorrente.
Em alguns pontos, grades de proteção foram colocadas para impedir este tipo de travessia, mas não foi a solução. As proteções foram quebradas, é o que acontece nas avenidas Djalma Batista, Darcy Vargas e Umberto Calderaro Filho, todas da Zona Centro-Sul da capital.
Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), as avenidas Torquato Tapajós, Cosme Ferreira e Constantino Nery lideram entre as que mais registram atropelamentos fatais.
A reportagem do Amazonas1 foi às ruas conferir essa cena. Ao abordar pedestres que costumam realizar essa ‘manobra’ perigosa, alguns explicam que não usam as passarelas por conta de constantes assaltos nestes lugares, provenientes da falta de iluminação e de segurança, por exemplo. Pelo medo dessa situação, os pedestres preferem correr o risco de atravessar, no meio dos carros nas avenidas, constantemente movimentadas.

Na avenida Darcy Vargas, próximo a um shopping da capital, os usuários se arriscam atravessando a via bem embaixo da passarela. Uma das reclamações são a estrutura do espaço e os pedintes que ali procuram abrigo.
“São muitas voltas, demora demais pra atravessar. Quando chove é o caos! além dos mendigos que ficam ali usando drogas”, afirmou o universitário Leonardo Carvalho, 22.

(Foto: Márcio Silva/Amazonas1)
Flagrantes
Na Djalma batista, a situação ainda é mais grave. Além das passarelas, a avenida também dispõe de faixas de pedestre. Grades foram colocadas no meio fio que divide a pista, a intenção era evitar as travessias nesse trecho, mas parte delas já foram destruídas.
O mesmo acontece na avenida Umberto Calderaro Filho em relação ao gradeado. Uma parte foi quebrada para servir de atalho para o pedestre atravessar de uma via para a outra, enquanto a passarela fica a pouco mais de 100 metros.
Os flagrantes de usuários arriscando a própria vida por conta da pressa são constantes. “O sinal demora demais pra fechar, e quando fica verde pra gente atravessar, é coisa de 10 segundos”, relatou uma pedestre que não quis se identificar, na avenida Djalma batista.
O universitário Diego Sampaio, 22, contou que já sofreu com a ação de bandidos na passarela. “Estava indo pro shopping, era cedo, por volta das 19h, 20h. A passarela tava toda escura, um cara chegou e anunciou o assalto (…) eu resisti, por que percebi que ele não estava armado, mas mesmo assim, fui agredido”, relembrou.
Procurada, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que faz trabalhos periódicos de manutenção nas grades, mas afirma que é preciso conscientizar a população sobre a educação no trânsito.

Gradil central na avenida Djalma Batista (Foto: Márcio Silva/Amazonas1)
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Amazonas para saber sobre o policiamento, ronda ou postos de observação nas redondezas das passarelas citadas na matéria, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.





