Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Delegado Gustavo Sotero vai ao TRE regularizar documentação

O delegado da Polícia Civil está preso desde novembro de 2017 pelo homicídio do advogado Wilson Justo Filho

Gustavo Sotero, delegado da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) que está preso desde novembro de 2017 pelo assassinato do advogado Wilson Justo Filho, deixou a carceragem da Delegacia Geral da PC-AM, onde está custodiado, para ir à sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Trajando calça jeans e uma camisa social, Sotero estava sem algemas, mas estava escoltado por homens do Deops. 

Sotero esteve no local para regularizar a sua documentação eleitoral, necessária para que o delegado esteja apto a votar nas próximas eleições municipais, em outubro de 2020. 

O direito a voto para presos provisórios e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas está previsto na Constituição de 1988, e viabilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde março de 2010, com a regulamentação de instalação de urnas em presídios e unidades de internação. A partir do momento da condenação, o preso perde o direito a voto.

O julgamento de Gustavo Sotero estava previsto para iniciar no dia 29 de outubro, que se estenderia aos dias 30 e 31. No entanto, a defesa de Sotero entrou com uma petição no dia anterior ao início do júri, pedindo explicações sobre a lista de jurados, onde constavam 31 nomes que, segundo a defesa, teriam sido inseridos de última hora. 

Por conta disso o julgamento foi adiado para os dias 27, 28 e 29 de novembro. Gustavo Sotero responde pelo homicídio de Wilson Justo Filho, ocorrido em novembro de 2017, em uma casa de show localizada na zona Oeste de Manaus. 

 

Defesa

A defesa do delegado Gustavo Sotero informou que ele saiu das dependências da Delegacia Geral devidamente escoltado por dois policiais da Deops, de acordo com recomendações legais. A defesa também enviou nota explicando a situação.

E também divulgou cópia da página do livro de registros de saída da carceragem da DG, no qual constam as informações sobre a ida do delegado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

 

 

NOTA À IMPRENSA

Com relação às insinuações de que o Delegado Gustavo Sotero estaria a flanar sem escolta em compromissos pessoais diz a defesa:

1.A escolta estava sendo feita por dois policiais;

2.A comprovação documental disso esta a disposição dos especuladores;

3.Essa especulação comprova a ação lamentável desempenhada pelos acusadores de Gustavo Sotero;

 

É o que diz a nota.

 

Claudio Dalledone Junior
Advogado