Um dia após a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) emitir nota pública isentando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do novo ataque ao Pólo de Concentrados da Zona Franca de Manaus, o deputado federal Marcelo Ramos (PL), divulgou vídeo onde afirma que a crise no setor não será resolvida com compadrio. A referência é direta ao superintendente da Suframa, Coronel Menezes, que é compadre de Bolsonaro.
“Infelizmente uma medida tão dura contra os interesses da nossa gente não se resolve com compadrio. Se resolve com medidas efetivas de pressão ao Governo Federal para que eles entendam que manter o Pólo de Concentrados em Manaus é manter um setor fundamental para geração de empregos, geração de riquezas e para equilíbrio do nosso sistema federativo”, disparou Marcelo Ramos.
O deputado afirmou que é um erro dos estados do Sul e Sudeste o pensamento de que as indústrias de bebidas instaladas em Manaus migrarão para outras cidades do país com a redução da competitividade do Pólo Industrial de Manaus.
“Temos um exemplo recente quando o crédito tributário foi reduzido a 8% a Pepsi saiu da Zona Franca de Manaus, mas ela não foi para Minas Gerais, Paraná ou Santa Catarina. A Pepsi saiu de Manaus e foi pro Uruguai. (…) E essa medida gera instabilidade em duas gigantes mundiais instaladas em Manaus, a Coca-Cola e a AMBEV. Imagine o impacto no ambiente da Zona Franca se essas duas industrias saírem de Manaus”, afirmou.
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ISENTO
Na nota, a Suframa afirma que a mudança na alíquota de 10% para 4% no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para concentrados de bebidas “não se trata de uma decisão do presidente da República”.
“O decreto que mantinha a alíquota anterior perdeu a validade. A Suframa, porém, está acompanhando de perto as análises feitas com as equipes do Ministério da Economia e a expectativa é de que uma nova proposta seja divulgada por parte do governo federal”, diz a Suframa.
Leia abaixo a nota da Suframa
Em relação à recente mudança na alíquota de IPI para concentrados de bebidas é preciso ressaltar que não se trata de uma decisão do presidente da República. Na verdade o assunto ainda é alvo de amplo debate, que vem sendo realizado pelo governo federal junto às entidades interessadas e que ainda é passível de alterações. No entanto, o decreto que mantinha a alíquota anterior perderu a validade. A Suframa, porém, está acompanhando de perto as análises feitas com a equipe do Ministério da Economia e a expectativa é de que uma nova proposta seja divulgada por parte do governo federal.
Veja o vídeo publicado pelo deputado federal.





