A Polícia Civil em Coari cumpriu mandado de prisão preventiva por apropriação indébita em nome do advogado e vereador Aldervan Souza Cordovil, 40, conhecido em Coari como ‘Dr. Adeva’, reeleito em 2016.

Segundo o delegado José Afonso Barradas, da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município, além de atuar como vereador em Coari, Aldervan também exercia a função de advogado, mas foi denunciado por não honrar com os serviços prometidos.
“O mandado de prisão preventiva em nome do ex-vereador foi expedido ontem (19/) pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 1ª Vara da Comarca de Coari. Nos deslocamos até a residência do infrator e efetuamos a prisão”, explicou o delegado.
Ainda segundo o delegado, o ex-vereador foi reeleito nas eleições de 2016. Servidores do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) representaram o pedido de afastamento de Aldervan das atividades parlamentares e, ainda, a suspensão do registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O parlamentar já responde a processo no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) por coação no curso do processo, apropriação indébita e foi preso em março deste ano por estelionato.
Após os procedimentos cabíveis na unidade policial, Aldervan será levado ao 5° Batalhão de Polícia Militar (BPM), no município de Coari, onde irá permanecer à disposição da Justiça.
Afastado pela Justiça
No início deste mês, o vereador foi afastado do cargo legislativo na Câmara Municipal de Coari pela Justiça. Segundo a decisão, o fato de ele responder a diversos processos criminais caracteriza falta de decoro parlamentar, compromete a imagem da Casa, além de configurar prática de improbidade administrativa.
Ainda segundo a decisão, “a manutenção do requerido nas funções pode comprometer a colheita de elementos probatórios notadamente de natureza oral tanto nas ações criminais em tramitação contra sua pessoa, quanto no processo ético-parlamentar a ser instaurado no seio da Câmara Municipal de Coari”.
O juiz Fábio Lopes Alfaia deixou a cargo da Câmara deliberar sobre a manutenção do pagamento de seus subsídios. No site da Casa Legislativa, o nome do vereador não aparece mais.
Além de ser afastado do parlamento municipal, Aldervan teve sua inscrição na OAB suspensa após pedido do Ministério Público do Estado (MP-AM).





