Manoel José Martins Lima, 55, argento da PM, foi executado com 14 tiros (Foto: Josemar Antunes)
Paulo Cristian Pedroza Vieira, 22, apontado com um dos assassinos do sargento Manoel José Martins Lima, 55, foi preso após se apresentar espontaneamente na tarde dessa segunda-feira, 15, na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ele chegou acompanhado de um advogado e confessou participação sua no crime.
O assassinato ocorreu na noite da última quarta-feira, 10, na rua Arnaldo Carpinteiro Peres, no bairro Petrópolis, na zona Sul de Manaus. O 2ª sargento da Polícia Militar, que era lotado na 7ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), estava a caminho de casa após fazer compras em uma loja de materiais de construção.
Durante o trajeto, pilotando uma motocicleta, modelo Honda/Fan, de cor preta, de placa OAH-0778, com o auxiliar de pedreiro Worlen Vasconcelos de Oliveira, 31, que estava na garupa, o sargento foi fechado por uma dupla, também em uma moto.
Os dois homens, até então desconhecidos naquele momento, efetuaram 14 tiros contra Manoel José, que morreu na hora. Na mesma ação, Worlen foi baleado no braço esquerdo e depois socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A partir daí, os investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) conseguiram identificar a dupla responsável pelo assassinato. O motivo do crime, de acordo com envolvidos, seria uma certa dívida deles com a vítima, que (o sargento) estava cobrando em tom ameaçador.

Danilo de Araújo Lima, 22, vulgo “Batata”, está sendo procurado (Foto: Divulgação)
De acordo com o delegado Paulo Martins, titular da DEHS, a vítima fazia empréstimos financeiros e cobrava juros. Paulo Cristian, sabendo que estava sendo procurado, compareceu à delegacia para confessar o crime e apontou o comparsa Danilo de Araújo Lima, 22, vulgo “Batata”, como mentor do assassinato.
“Paulo Cristian relatou, em depoimento, que o comparsa Danilo estava devendo dinheiro para o sargento e por estar constantemente pressionado pelo sargento da PM, decidiu chamá-lo, para que juntos, matassem Manoel José. Ele entregou um revólver calibre 38 usado no crime, mas as evidências apontam Paulo Cristian como autor de dez tiros, usando uma pistola calibre ponto 40”, disse o delegado Paulo Martins, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, 16, no prédio da Delegacia -Geral.
A autoridade policial, responsável pelas investigações, informou que as equipes da especializada estão nas ruas e que operações da Polícia Militar foram montadas até localizar Danilo, que já tem passagens por tráfico de drogas e é um velho conhecido da polícia.





