Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Câmara instaura CPI para investigar gastos em Itacoatiara na pandemia

O período apurado atingirá as gestões do prefeito Antonio Peixoto, afastado do cargo há dez dias, e seu vice, Luis Gustavo Braz  que assumiu a prefeitura

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos na saúde pública feitos pela prefeitura de Itacoatiara foi instaurada pela Câmara Municipal. A investigação abrangerá o uso dos recursos em ações de combate ao novo coronavírus (covid-19) na cidade.

O período apurado atingirá as gestões do prefeito Antonio Peixoto, afastado do cargo há dez dias, e seu vice, Luis Gustavo Braz  que assumiu o executivo municipal.

A informação consta no decreto Nº 022/2020 publicado no Diário Eletrônico dos Municípios, na edição desta quinta-feira, 18.

“Dispõe sobre a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar possíveis irregularidades quanto ao uso dos recursos provenientes para utilização em ações de combate ao novo coronavírus (covid-19) no município de Itacoatiara.”, diz um trecho do documento.

Para abrir a CPI, o presidente da Câmara, vereador Aluísio Esper Netto considerou a necessidade de adoção de novas medidas por parte do Poder Legislativo de Itacoatiara para enfrentamento da doença bem como o “agravamento da situação local provocada pelo novo coronavírus/covid-19, com aumento dos casos de infectados e incidência de óbitos.”

Até esta quinta-feira, 18, Itacoatiara tinha 1.258 casos confirmados da doença com 50 mortes, conforme dados do Governo do Amazonas.

Segundo a publicação, ficam nomeados para compor a Comissão os vereadores: Richardsoin Rodrigues Araújo, como presidente; João Bosco Rodrigues, relator ; e Marcos Roberto Martins Rodrigues.

Como suplentes estão Cheila Vieira Moreira, Gilmar Libório de Araújo e Bernardo de Souza Santiago.

Afastado

O prefeito de Itacoatiara Antonio Peixoto foi afastado do cargo, no último dia 8, após ação do Ministério Público do Estado (MP-AM). A decisão judicial afastou o gestor por seis meses.

Ele é acusado de não cumprir medidas judiciais determinadas pelo órgão, referentes ao processo licitatório que resultou no pagamento de seis aditivos contratuais com a empresa Guild Construções LMTD, no valor total de R$ 14.4 milhões.

Confira documento na íntegra