Comemorado neste sábado, dia 25 de julho, o Dia do Escritor foi criado em 1960 pela União Brasileira de Escritores com o objetivo de homenagear os autores e autoras. Ao contrário do que muitos pensam, não são só adultos que podem publicar suas obras, mas também crianças e adolescentes.
Miguel Freitas, que atualmente tem 7 anos de idade, escreveu, no ano passado, o livro “Meu amigo dinossauro”. A história, pensada e criada exclusivamente por ele, trata-se da relação de amizade entre Miguel e o “Dino”.
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De acordo com a mãe do escritor mirim, Ana Paula Freitas, até os desenhos que ilustram o livro foram feitos por Miguel.
“O processo de produção da escrita do livro foi completamente feito na escola, no ambiente escolar, aluno e professora, tudo. É um livro que foi ilustrado pelo Miguel, todas as páginas foi ele que desenhou, tudo nele foi o Miguel que fez, pensado por ele e desenhado por ele”, relatou.

Criatividade
A experiência desencadeou em Miguel uma criatividade ainda maior. Segundo a mãe, após a publicação do livro, a criança passou a ficar mais animada ao realizar tarefas que necessitam da imaginação.
“Desde quando ele teve a experiência, eu não digo só ele, mas também os outros coleguinhas, são crianças que têm a mentalidade muito fértil. Ele sempre vem com tarefas para casa que pede para inventar histórias e ele cria super-rápido, ele faz quadrinhos com falas e desenhos”, contou Ana Paula.
A mãe conta, ainda, que considera importante incentivar os pequenos desde cedo a escrita e leitura para exercitar esse universo de criação. “Tem criança que gosta tanto que lança um livro a cada ano, por conta própria. Ele gostou, ama ler o livro dele que já é o favorito”, disse.
Vai longe
Ana Paula revelou que Miguel aprendeu a escrever com três anos e a leitura veio no ano seguinte, com 4. Com toda a bagagem criativa, que em menos de um ano deu forma a primeira obra, o pequeno chegou a ensaiar mais uma publicação de sucesso neste ano, dessa vez em inglês.
Mas esse sonho vai ter que aguardar até 2021 por conta da pandemia da covid-19. Todavia, se engana quem pensa que Miguel ficou triste, a mãe conta que ele deve trazer o universo mágico dos jogos no seu próximo livro.
“Ele já falou que quer escrever mais, e se depender da gente, vamos dar todo o suporte para que escreva quantos livros quiser”, revelou.

Drama e superação
Já a estudante amazonense Luíza Freire de Menezes, de 16 anos, lançou em março deste ano o seu primeiro romance “Eu sinto muito” pela Editora Conferência. A jovem contou que a história, ambientada em uma cidade pequena, surgiu após folhear uns textos avulsos em busca de uma ideia original para participar de um concurso.
“Eu encontrei um texto de uma garotinha escondida dentro de uma armário com medo de um homem, eu fiquei tão tocada com aquela cena que senti que precisava criar algo a partir dali”, contou Luíza.
A jovem escritora que descobriu seu talento para a escrita aos 10 anos narra que busca inspiração em tudo ao seu redor para criar seus contos, como personagens de outros livros, séries, filmes e pessoas que passaram por sua vida. “Cada um dos personagens que crio tem um pedaço de mim”.

Planejar
A obra “Eu sinto muito” teve diversas etapas e quase não saiu, como conta a autora que precisou interromper a escrita para ter mais inspiração, mas retomou pouco tempo depois. Leitora voraz, Luíza aconselha futuros colegas cronistas.
“Se for aconselhar algum escritor iniciante eu diria que ele deveria planejar, ao menos ter uma ideia da história porque eu não tinha e isso acabou afetando, mas conseguir fazer tudo no final”, relembra.
Ela explicou, ainda, que entre a criação e escrita do livro “Eu sinto muito” foram necessários cerca de um ano e a parte de confecção (capa, diagramação, etc), levou mais cinco meses.
Continuação

O drama de “Eu sinto muito” se passa em uma cidade pequena e gira em torno da protagonista, uma adolescente que se chama Cora, que tem vida estável, amigos e família, mas com um passado conturbado e isso influencia sua vida causando traumas. Quando seu par romântico entra na história, ela se vê obrigada a sair da sua zona de conforto para seguir a vida.
“Eu nunca vou parar de escrever porque é uma coisa dentro de mim que nunca vai mudar. Eu escrevo e vou continuar escrevendo outras histórias e inclusive meu próximo projeto será um spin-off do livro que vai tratar sobre o Billy e Molly, os irmãos mais novos que são adotivos da protagonista. Mas tenho outras diversas histórias para contar ainda”, finaliza a jovem escritora Luíza.





