Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Apadrinhado de Braga ao CNMP é acusado de dar prejuízo milionário aos Correios

O relatório final da auditoria dos Correios indiciou que o advogado Engels Muniz deveria ser demitido da estatal

Apadrinhado de Braga ao CNMP é acusado de dar prejuízo milionário aos Correios

Fotos: Montagem / Reprodução e José Cruz/Agência Brasil

O advogado Engels Augusto Muniz, indicado por Eduardo Braga (MDB) para a vaga do Senado no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), é acusado de dar prejuízo de R$ 10,9 milhões aos Correios em 2017, de acordo com auditoria. Engels era conselheiro da subsidiária CorreiosPar quando realizou a contratação da empresa Accenture por R$ 44 milhões – valor quatro vezes superior ao que deveria.

Essas informações foram divulgadas pelos jornalistas Guilherme Amado e Eduardo Barretto, da Época. O relatório da investigação preliminar foi concluído pela Corregedoria dos Correios no dia 6 de novembro deste ano.

Além de Muniz, outros seis ex-conselheiros da CorreiosPar aprovaram a contração da Accenture por inexigibilidade de licitação. Com o prejuízo calculado de R$ 10,9 milhões, a auditoria dos Correios indica que medidas administrativas devem ser adotadas para recuperação desse valor.

O relatório final da corregedoria da estatal indiciou que a punição para o advogado Engels Muniz seria sua demissão, porém, ele não faz mais parte do CNMP desde 2018.

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A auditoria ainda realizou o envio do resultado das investigações para que seja apurado pelo Ministério Público Federal (MPF), órgão que pode passar a ser fiscalizado pelo advogado, caso ele tenha seu nome aprovado para o Conselho Nacional do Ministério Público.

O bacharel em direito foi indicado pelo senador Eduardo Braga, líder do MDB, para vaga do Senado no CNMP. Ele vai disputar o posto contra dois doutores do direito, todavia, Engels tem como trunfo a influência política do ex-presidente Michel Temer, devido a sua proximidade com o ex-ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha.

Resposta de Muniz

O advogado Engels Muniz disse à Época que o relatório final da auditoria dos Correios não “atrapalha” sua indicação ao CNMP. Ele informou que o Tribunal de Contas da União (TCU) já chegou a arquivar uma representação sobre o caso em 2019, dizendo que não houve irregularidade no contrato.