Professores da rede estadual de ensino participam de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), na manhã desta quarta-feira. Sem serem recebidos pelo governador Amazonino Mendes (PDT), os profissionais da educação vão expor os problemas para os deputados. No fim da tarde, uma assembleia geral do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) vai definir se a categoria entrará em greve ou não.

Audiência pública discute as reivindicações dos professores (Foto: ALE/Divulgação)
Proposta pelo deputado estadual e presidente da ALE, David Almeida, a audiência pública ocorrerá no Plenário Ruy Araújo, a partir das 11h.
Também estarão presentes representantes dos professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
De acordo com o tesoureiro da Asprom, Lambert Melo, Amazonino está empurrando a categoria para a greve. “Mesmo com a paralisação de advertência que fizemos ontem, o governador não se sensibilizou”, disse.
Para os professores, causa estranheza a resistência do governador para as reivindicações da categoria depois de ter cedido à pressão de outros servidores, como os peritos, os policiais civis e parte dos policiais militares.
“Estamos acostumados com humilhação e descaso. Não esperávamos algo diferente deste governo”, disse Lambert.
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Reivindicações da UEA
Os professores da UEA têm uma extensa pauta de reivindicações e também deverão comparecer à ALE, segundo a presidente do Sindicato dos Professores da UEA (Sind-UEA), Gimima Silva.
“O que os incomoda é que estamos para entrar no período em que nenhum tipo de aumento poderá ser dado e gostaríamos de uma proposta do governo antes que o foco sejam só as eleições”, afirmou a professora de Sociologia e Ciência Política.
Os professores da UEA pedem o pagamento da data-base de 2015 a 2018, o pagamento retroativo de escalonamento previsto para janeiro de 2017 e concedido só em fevereiro de 2018, o pagamento retroativo de promoções horizontais e verticais em dezembro de 2017, o pagamento do escalonamento programado para janeiro deste ano, o pagamento da gratificação de produtividade acadêmica e o pagamento por disciplinas ministradas em cursos de oferta especial.
“Em alguns casos, os alunos já se formaram e os professores não receberam”, afirmou Gimima.





