Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Governo tem proposta indecente e ‘empurra’ negociação, diz sindicato

A proposta do governador Amazonino Mendes (PDT), provável candidato à reeleição, de reajustar o salário dos professores em 4,75% é indecente, afirma o coordenador financeiro do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical). Na avaliação dos professores, afirma, o governo ‘empurra’ para a próxima semana a negociação para evitar um reajuste, ainda em 2018, acima da inflação, já que a medida é proibida pela legislação eleitoral.

A legislação proíbe que, no período de 180 dias antes das eleições até o dia da posse dos candidatos eleitos haja aumento para o funcionalismo público, para evitar que o eleitor seja influenciado. O reajuste, contudo, é permitido quando for para recompor a perda de poder aquisitivo com a inflação, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Neste ano, as eleições serão no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.

“O governo está empurrando para a próxima semana a questão do reajuste. Eles devem enviar para a Assembleia Legislativa uma proposta que não poderá ser votada a tempo”, afirmou Lambert Melo.

Para o professor, a reunião da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam), na manhã desta quarta, era encenação.

Reunião nesta quarta

Neste momento (15h), Campbell segue em reunião com o Sinteam, na sede da Seduc.   De acordo com o sindicato, foi oficializado um pedido de audiência com o governador Amazonino Mendes (PDT), na noite da última segunda-feira, 26.

Segundo o presidente do Sinteam, Marcus Libório, a categoria reivindica o reajuste salarial de 35%, contra proposta de 4,75% do governo. “Este é o principal impasse, hoje”, afirmou.

A estimativa é que 80% das escolas no Estado estejam com as atividades paralisadas.

Na tarde desta quarta, também está prevista uma manifestação na frente da sede do governo para cobrar uma posição do governador Amazonino Mendes.