Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Reenducandos do AM alcançam boas notas no Enem e podem cursar faculdade

O Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) ocupa o primeiro lugar no ranking das penitenciárias que tiveram melhor desempenho na prova

Foto: Divulgação

MANAUS, AM – As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram realizadas por 471 internos do sistema prisional do Amazonas. Na edição de 2020, cerca de 137 presos alcançaram notas suficientes para concorrer a bolsas de estudos integrais ou parciais em faculdades privadas.

As inscrições foram realizadas pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por meio da Escola de Administração Penitenciária (Esap), com o propósito de possibilitar o acesso ao ensino superior e à qualificação profissional.

As vagas podem ser garantidas por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). O reeducando que cumpre pena extramuros ou está prestes a obter a liberdade pode se matricular em qualquer universidade na modalidade presencial. O ensino a distância é a opção para aquele que ainda cumpre pena em cárcere.

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Com o número de 36 internos do regime fechado, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) ocupa o primeiro lugar no ranking das penitenciárias que tiveram melhor desempenho na prova. O segundo lugar fica com o Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM1), com 21 presos, e o terceiro vai para o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), com o total de 16 reeducandos.

A diretora da Esap, Sônia Cabral, explicou que o processo de matrícula inicia com o encaminhamento do resultado do Enem para as unidades. “Lá eles tomam conhecimento e conversam com os reeducandos e os seus familiares para descobrir se há interesse em cursar o ensino superior. A partir daí, os entes verificam nas universidades a possibilidade de o interno conseguir uma bolsa de estudos com a nota obtida por ele na prova”, disse ela.

Ainda segundo Sônia, a educação tem um papel fundamental na vida do privado de liberdade. “A educação e o trabalho são os principais pilares que alavancam o processo de ressocialização para os apenados e custodiados. A partir do momento em que eles estudam, alcançam um nível médio, fazem o Enem, leem livros, buscam o conhecimento. Tudo isso só tende a trazer um crescimento pessoal e uma transformação de vida”, afirmou.

A preparação dos internos para o Enem ocorre por meio de acompanhamento pedagógico nas aulas regulares que acontecem diariamente na Escola Estadual Giovanni Figliuolo, instituição implantada nas unidades prisionais. Os internos que participaram do exame fazem parte do programa de ressocialização “Conhecimento que Liberta”, que garante a remição da pena pelo estudo.

(*) Com informações da assessoria