Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Mutação da variante P.1 do coronavírus é descoberta no Rio de Janeiro

Mutação da variante P.1, batizada de P.1.2, está presente em 5,85% das amostras sequenciadas durante monitoramento genômico

mutação da variante P.1

Mutação foi descoberta após sequenciamento genômico. Foto: SES/RJ

RIO DE JANEIRO, RJ – Uma mutação da variante P.1 do coronavírus, encontrada em Manaus, foi detectada no Rio de Janeiro (RJ). A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ) nesta quinta-feira (6).

A variante P.1 está ligada a um maior índice de transmissão da doença no país. Já a mutação da variante P.1 foi batizada de P.1.2. Segundo a Secretaria de Saúde, a variante foi detectada por meio de um monitoramento genômico.

Ainda segundo a pasta, a variante foi identificada em 5,8% das amostras sequenciadas. Até o momento, ela ocupa o segundo lugar das 376 análises do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, as variantes presentes no Rio de Janeiro são a P1, a nova mutação, a linhagem B.1.1.7, do Reino Unido, e a P2.

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Maior incidência

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Cláudia Mello, a nova variante foi encontrada principalmente na região Norte do estado. Entretanto, ela também foi encontrada em amostras oriundas das regiões Metropolitana, Central e da Baixada Litorânea.

Cláudia Mello aponta que, até o momento, não se pode avaliar se a mutação é mais transmissível ou letal. “A partir deste resultado, o monitoramento segue aprofundando os efeitos que poderão ser apresentados, ou seja, o comportamento epidemiológico da variante”, salientou.

A linhagem P1 se mantém presente em todas as regiões, e a P2, nas regiões Norte e Baixada Litorânea. A variante B.1.1.7 foi identificada em quase todas as regiões, exceto na Baixada Litorânea. Nesta etapa, foram investigadas 376 amostras, de 57 municípios, selecionadas a partir de genomas enviados ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen/RJ), entre os dias 24 de março e 16 de abril.

Este estudo integra uma das maiores iniciativas na área de sequenciamento do vírus da Covid-19 do país, que prevê análise de cerca de 4.800 amostras em seis meses, sendo aproximadamente 400 a cada 15 dias.

(*) Com informações da assessoria.