A unidade atende cerca de 800 pacientes por dia. (Foto: Reprodução)
Em um vídeo enviado ao Amazonas1, familiares de pacientes relatam a realidade do serviço oferecido no Hospital Pronto-Socorro Platão Araújo, na zona Leste de Manaus, como uma enfermaria improvisada nos corredores da unidade. No local, segundo os relatos, pacientes e acompanhantes amontoam-se em macas e cadeiras desconfortáveis, o que segundo funcionários do hospital, aumenta os riscos de infecções hospitalares.

Servidores do Hospital Platão Araújo informaram que além do problema estrutural do pronto-socorro, o governo do Estado cortou 120 plantões da unidade. Isso ocorreu, de acordo com os funcionários, em virtude da demissão dos colaboradores do regime especial temporário.
Ainda segundo a denúncia, os atendimentos nas unidades hospitalares do Amazonas diminuíram em 30%. “Esse deficit nos atendimentos teria que ser preenchido pelos aprovados no concurso da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), mas até o momento não houve a chamada dos aprovados pelo Governo de Amazonino Mendes”, informou o servidor, que não quis ter o nome divulgado.
Ele disse ainda que, no caso do Pronto-Socorro Platão Araújo, uma empresa terceirizada foi contratada para preencher o quadro, mas não tem sido o suficiente para suprir a demanda da unidade que chega a atender mais de 750 pessoas por dia. A diminuição do serviço foi denunciada pelos usuários da rede de Saúde, o que foi confirmado com uma visita do defensor público, Arlindo Gonçalves, em março deste ano.
Reunião
No próximo dia 26 de maio, o funcionário informou que os servidores demitidos pelo governo vão fazer uma reunião na sede do Sindicato dos Bancários, na Avenida Leonardo Malcher, 762, no Centro. Eles pretendem apresentar um balanço do prejuízo causado com a saída deles e também vão denunciar os contratos feitos com as empresas terceirizadas, que segundo eles, seriam exorbitantes.
Assista ao vídeo do atendimento no Hospital Platão Araújo
Explicação da Susam
Em nota, o diretor do Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, médico Carlos Nossa, explicou que, nesse período do ano, entre o final do ciclo chuvoso e início do verão amazônico, aumenta o número de atendimentos na unidade, relacionados a doenças pulmonares acompanhadas de viroses inespecíficas.
Ele ressaltou que o hospital é uma unidade de portas abertas, recebendo todos os casos que dão entrada, mesmo que não sejam de urgência e emergência. Ainda segundo a nota, a unidade atende cerca de 800 pacientes, sendo que 60% deles poderiam ser atendidos na rede básica de saúde ou nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).
Carlos Nossa disse ainda que é feito um trabalho de conscientização, mas não pode deixar de receber os pacientes. “O Platão Araújo utiliza o Protocolo de Manchester, que é adotado internacionalmente, para classificar e organizar o atendimento, conforme a urgência do caso”, concluiu o diretor.





