Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Polícia prende suspeito de matar presidente da Associação de Transparência em Humaitá

Emerson Auler, presidente da Associação Transparência Humaitá, era conhecido por fazer denúncias de irregularidades no município

Humaitá

Emerson Auler (esq.) foi morto em 8 de dezembro. Foto: Reprodução

HUMAITÁ, AM – A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (5), o suspeito de matar Emerson Jorge Auler (de branco na foto), ex-presidente da Associação Transparência Humaitá, no dia 8 de dezembro de 2021. O homem, de 38 anos, foi detido no município de Cacoal (RO), a quase 700 quilômetros de Humaitá (AM), onde o crime aconteceu, em uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Amazonas e o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Rondônia, em Cacoal.

No dia do crime, Emerson, que é irmão de um ex-vereador de Humaitá, estava em frente à sua casa, no bairro São Pedro, quando foi surpreendido pelos disparos do suspeito, que após o crime, fugiu do local. Emerson era conhecido pelo trabalho na Associação, bem como pelas denúncias feitas contra políticos locais.

Leia mais: Vídeo: presidente da Associação Transparência Humaitá é morto na frente de casa

Segundo o delegado Mário Melo, titular da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Humaitá, o homem teria praticado o homicídio contra Emerson Auler com um comparsa, ainda não identificado. A dupla se aproximou de Emerson em uma motocicleta, e disparou várias vezes contra ele.

“Após o crime eles fugiram na motocicleta e estavam em local incerto. Nesta segunda, com o apoio da PC-RO conseguimos efetuar a prisão do responsável pelos disparos, que estava no município de Cacoal (RO). Agora, as diligências irão continuar para localizar e prender o segundo envolvido no crime”, relatou Melo.

Como presidente da Associação, Emerson Auler fez diversas denúncias contra administrações da Prefeitura de Humaitá, inclusive a do prefeito anterior, Herivâneo Seixas, e a atual gestão, comandada por Dedei Lobo (PSC). Diversas notícias de fato sobre irregularidades na gestão do ex-prefeito foram levadas ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), e não raramente, Auler foi hostilizado por Seixas devido às denúncias. Suspeita-se que o crime tenha sido encomendado, mas o caso segue em investigação pela Polícia Civil do Amazonas.

fato

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