Foto: Montagem/Amazonas1
Na tarde desta quinta-feira (13), Lula Inácio da Silva usou seu Twitter para criticar o atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, Bolsonaro tem dado declarações polêmicas em relação à variante Ômicron, que tem alto contágio e aumentou os índices de casos no Brasil.
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Em entrevista à Gazeta Brasil, Bolsonaro disse que a variante Ômicron é bem-vinda e não mata ninguém. “A Ômicron, que já se espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem: ela tem uma capacidade de difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena. Dizem que seria um vírus vacinal. Deveriam até… segundo algumas pessoas estudiosas e sérias – e não vinculadas à farmacêuticas – dizem que a Ômicron é bem- vinda e pode, sim, sinalizar o fim da pandemia!”, declarou Bolsonaro.
O ex-presidente Lula aproveitou a oportunidade para criticar Bolsonaro e o comparou com Jim Jones, um líder religioso tido como progressista, que ficou famoso devido ao suicídio em massa de 918 pessoas – todos membros de sua seita: ”Templo dos Povos” – além do assassinado do congressista Leo Ryan e outras 4 pessoas.
“Bolsonaro continua tratando o covid com descaso. Só um psicopata como Jim Jones seria capaz de repetir as insanidades de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia”, declarou Lula em seu Twitter.
Desde o início da pandemia, o Brasil contabiliza 22,7 milhões de casos confirmados da covid-19, sendo que 621 acabaram falecendo.
Bolsonaro e a pandemia
Na pior crise sanitária dos últimos 100 anos, Bolsonaro deu uma série de declarações minimizando o vírus que tirou a vida de mais de 600 mil pessoas. Em março de 2020, ele chamou a covid-19 de gripezinha. Em abril de 2020, ele foi responsável pela primeira grande aglomeração durante a pandemia, discursando em frente ao quartel do Exército de Brasília, em cima de uma caminhonete, sem usar máscara.
Desde de julho de 2020, após ter grande parte de sua equipe ministerial e trabalhadores do Palácio do Planalto contaminados pela covid-19, Bolsonaro testou positivo. Após isso, passou a fazer propagandas da cloroquina, hidroxicloroquina e invermecticida para o tratamento da covid-19, sendo contrário às recomendações mundiais.
Em outubro de 2020, Bolsonaro começou a perseguir vacinas como a CoronaVac, elaborada no Brasil com o Instituto Butantan e a PFizer, que foi negociada sem sucesso com o governo. “Lá na PFizer, está bem claro lá no contrato. Nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um chi…virar um jacaré, o problema é de você, pô!”, disse ele em um discurso.
Em um evento na Bahia, Bolsonaro se pronunciou sobre a vacina e afirmou que não tomaria nenhuma vacina, pois já tinha se infectado e é mais protegido que os vacinados. Isso ocorreu enquanto o país sofria os primeiros casos de reinfecção, e comprovando cientificamente que não há imunidade de rebanho, como Bolsonaro defende até hoje.
Desde então, Bolsonaro negou a pandemia e a gravidade do vírus por diversas vezes, afirmando várias vezes que a pandemia estava chegando ao fim, não ter pressa com a vacina, não tem vacina para vender no mundo (negando a compra de vacinas), relacionou a vacina à AIDS usando fake news, além de várias aglomerações com motociatas e encontros com seus apoiadores.






