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Brasil

Sergio Camargo diz que congolês morreu porque andava com ‘vagabundos’

O congolês foi assassinado no dia 25 de janeiro, onde trabalhava como atendente, na praia da Barra, no Rio de Janeiro

Sergio Camargo diz que congolês morreu porque andava com 'vagabundos'

Foto: Reprodução

BRASIL – O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, minimizou nesta sexta-feira (11) a morte do congolês Moïse Kabamgabe, espancado até a morte, no mês de janeiro, em um quiosque onde o homem trabalhava, no Rio de Janeiro.

No Twitter, o jornalista afirmou que se tratou de um vagabundo morto por vagabundos mais fortes”. “Moïse andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes”, escreveu Camargo.

Sem citar fontes, Sergio disse que Moïse não foi morto pela cor de sua pela, mas com quem andava. “A cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato. Foram determinantes o modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava”, continuou ele na plataforma.

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Ação no MPF

O deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) disse que entrará com um processo contra o chefe da Palmares pelo comentário. “Estou acionando o Ministério Público para que o presidente da Fundação Palmares responda por essa conduta grotesca e inaceitável. A única coisa determinante é seu mau caráter e desumanidade, Sérgio Camargo. Respeite a dor da família do Moïse”, escreveu o parlamentar no Twitter. 

Morte do congolês

O congolês foi assassinado no dia 25 de janeiro, onde trabalhava como atendente, na praia da Barra, no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele foi espancado por vários homens, após cobrar o pagamento pelos dias trabalhados no quiosque Tropicália, no Posto 8 na Barra da Tijuca. Imagens de câmeras de segurança foram obtidas pela polícia, o que facilitou para prender os assassinos de Moïse.