O casal suspeito de matar uma grávida para roubar o bebê que ela gerava foi preso na madrugada deste sábado (14) em uma favela em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A vítima, Leilah do Santos, de 39 anos, foi encontrada morta em Paraibuna, São Paulo, com um corte no abdômen às margens da represa no último dia 4.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Raian Brega Araújo, após a verificação das imagens do cartório, em que a suspeita tentava registrar um bebê, os policiais receberam uma denúncia anônima informando a localização dela e do namorado, suspeito de ser comparsa na ação.

O delegado avisou a polícia do Rio de Janeiro, que foi até a casa indicada e conseguiu localizar os suspeitos e o bebê. O casal é de São José dos Campos, mas estava escondido no Rio de Janeiro após o caso ganhar repercussão.
Eles foram levados para a delegacia no Rio de Janeiro e seriam levados, ainda neste sábado, para Paraibuna, onde devem ser ouvidos. O destino do bebê ainda será definido, mas no momento uma assistente social acompanha o bebê no hospital.

Pelas redes sociais, a delegacia de Paraíbuna, em São Paulo, onde o crime ocorreu, informou que foi necessário o uso de um veículo blindado para os policiais acessarem a comunidade.
Entenda
Leilah dos Santos foi morta após ter a filha retirada da barriga. De acordo com o delegado Raian Araújo, o corpo da vítima foi carbonizado e tinha marcas de facadas no pescoço e um corte na barriga. Os peritos também identificaram a placenta da vítima no local do crime.
A intenção dos suspeitos era levar a menina para fora do país, já que a mulher presa no Rio seria casada com um italiano. As informações foram passadas à Polícia Civil de São Paulo por uma testemunha.
Araújo afirmou que a vítima estava em situação de rua e era usuária de crack. Há cerca de três meses, ela foi morar com os suspeitos. Segundo ele, o homem presos neste sábado teria pesquisado na internet como fazer uma cesariana para retirar o bebê de Leila.
Os suspeitos identificados no dia 04, mesmo dia em que o corpo foi encontrado, após funcionários de um cartório da cidade ligarem para a polícia avisando que três pessoas diferentes haviam tentado registrar o bebê sem documentos.
Outras testemunhas contaram ainda que Leilah era mantida financeiramente pela suspeita e que havia um acordo de pagamento de um adicional R$ 500 pela entrega do bebê. Apesar de ter um namorado, suspeito de ser o comparsa no roubo do bebê, a suspeita é casada com um homem na Itália. Uma das suspeitas da polícia é que ela tentaria deixar o país com a criança.
Os investigadores tentam descobrir a identidade do marido italiano da suspeita.
*Informações retiradas do G1





